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Política

Eleições 2012

Candidatos participam de primeiro debate em São Paulo

por Piero Locatelli — publicado 03/08/2012 01h37, última modificação 03/08/2012 01h42
Primeiro encontro entre candidatos teve críticas a Kassab e perguntas sobre mensalão e Maluf; Haddad e Chalita cumpriram o pacto de não agressão
debate bandeirantes

Candidatos a prefeito de São Paulo durante o debate na tevê Bandeirantes, em São Paulo. Foto: band.com.br

Oito candidatos à prefeitura de São Paulo participaram do primeiro debate entre eles nesta quinta-feira 2 na rede Bandeirantes.
Empatado com José Serra (PSDB) em primeiro lugar nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB) deixou clara a sua posição como candidato de oposição. A campanha de Russomanno havia mantido conversas com o PSDB nas últimas semanas, onde foi aventado um possível pacto de não agressão entre eles. Mas, no debate, o candidato disse haver uma “máquina de corrupção” na prefeitura de Gilberto Kassab (PSD), apoiada pelo PSDB.
Já o pacto de não agressão entre Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) foi cumprido à risca. Os dois não se atacaram e focaram suas críticas na atual gestão. Já Soninha Francine (PPS), considerada pelo petistas como uma linha auxiliar de José Serra, criticou à operação na cracolândia realizada no ano passado.

Presente no debate, o prefeito saiu após ao terceiro bloco. Sobre as críticas feitas pelos candidatos, disse que “deu vontade de pedir direito de resposta”.

Maluf e ‘mensalão’

Estreante em debates, Haddad teve que justificar a aliança do PT com o partido do ex-prefeito Paulo Maluf, o PP. Ele também foi perguntado sobre o julgamento do chamado ‘mensalão’ que tem início nessa semana.

O candidato Carlos Giannazi (PSOL), no primeiro bloco, chamou a aliança do PT com Maluf de “inconcebível” e questionou ao petista como ele combateria a corrupção com um “procurado pela Interpol” em sua aliança.

Repetindo os argumentos que usou na campanha até agora, Haddad disse que faz alianças com partidos e não com pessoas. Também disse que buscou todos os partidos aliados da presidenta Dilma Rousseff no plano nacional. Haddad não comentou sobre o mensalão.

O candidato petista foi confrontado com outra pergunta sobre o mensalão no segundo bloco, feita pelo jornalista Rafael Colombo da rede Bandeirantes. Ao responder, mais uma vez, Haddad não citou a palavra mensalão e exaltou sua própria biografia.

Maluf voltou a ser assunto no terceiro bloco do programa. Soninha perguntou a Russomanno se valeria a pena uma aliança com o ex-prefeito em troca de tempo de televisão.

“O que eu passei na mão desse cidadão ninguém quer passar. Eu não preciso explicar ele nunca mais na minha vida”, disse Russomanno. Até o ano passado, o candidato do PRB fazia parte do partido de Maluf, o PP.

“Taxa do lixo” e inspeção veicular

No único confronto direto entre o petista e o tucano, Serra provocou Haddad sobre a “taxa do lixo”, criada na gestão da petista Marta Suplicy à frente da prefeitura de São Paulo.

Ao responder, o petista criticou a taxa veicular, medida criada na gestão de Kassab. Haddad disse que a troca da taxa do lixo pela inspeção veicular não foi uma boa medida. Serra respondeu dizendo que não houve a troca de uma taxa pela outra.

Propostas sobre saúde

No primeiro bloco, os candidatos tiveram que falar das suas propostas para a saúde na cidade. Serra, que vem tentando desatrelar a sua imagem a do prefeito impopular, defendeu dois dos programas da atual gestão na cidade: as Amas (Assistência médica ambulatorial) e o Mãe Paulistana.

Haddad e Chalita propuseram parcerias com o governo federal para solucionar os problemas da cidade. Levy Fidelix falou em criar o “motomédico” e o “motoremédio”, que atenderiam as pessoas em suas próprias casas.

A dinâmica do debate foi prejudicada pela grande quantidade de candidatos. Como a televisão é uma concessão pública, a lei obriga a participação de candidatos de todos os partidos com representação no Câmara dos Deputados.

As regras negociadas entre as campanhas e as televisões fizeram com que cada candidato só pudesse responder uma pergunta por bloco. Outros seis debates devem acontecer até o final da eleição. O próximo está marcado para o dia 3 de setembro na Rede TV.

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