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Candidatos à presidência reagem à censura judicial no Tocantins

por Redação Carta Capital — publicado 28/09/2010 18h01, última modificação 28/09/2010 18h43
Desembargador proibiu a veiculação de notícias sobre suposto esquema de fraude envolvendo governador; TRE derrubou a liminar nesta segunda-feira 27

A censura judicial estabelecida a 84 veículos de comunicação por um desembargador no Tocantins durou pouco. O Tribunal Regional Eleitoral do estado derrubou nesta segunda-feira 27 a liminar concedida pelo desembargador Liberto Póvoa em favor do governador Carlos Gaguim (PMDB) na sexta-feira anterior.

O texto proibia que os órgãos de imprensa noticiassem um suposto envolvimento de Gaguim, que é candidato à reeleição, em um esquema de fraudes em licitações. O candidato afirma que foi "mal-interpretado" pela Justiça. Ele afirmou à Folha de S.Paulo que pretendia impedir o uso das informações "apenas" pela campanha de seu adversário na corrida ao governo do estado, Siqueira Campos (PSDB).

O caso de Gaguim repercutiu em todo o país e os candidatos à presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) comentaram a decisão judicial derrubada ontem. "A gente tem de conviver com isso [o noticiário sobre a investigação]. Não vejo nenhum motivo para não noticiar. Agora, a Justiça decidiu, está decidido".

Serra aproveitou para, mais uma vez, atacar o partido adversário: "É uma aberração completa. Isso é estelionato eleitoral e de esquema político do PT". O candidato fazia menção ao fato de o PT ser coligado ao PMDB no Tocantins.

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