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Política

Eleições 2010

Campanha, acusações e denúncias

por Redação Carta Capital — publicado 13/09/2010 09h08, última modificação 13/09/2010 14h48
Entre sigilos fiscais, empresas duvidosas e a Casa Civil, debate político abre espaço para outro tipo de briga na disputa pela Presidência

A campanha presidencial virou, definitivamente, uma troca de acusações. O candidato do PSDB, José Serra, abriu a temporada de escândalos acusando o PT de participar da violação do sigilo fiscal de tucanos e parentes - entre eles, sua filha, Verônica Serra. Matéria de CartaCapital desta semana mostra que a empresa da filha do candidato tucano, por sua vez, teve acesso irregular aos dados de 60 milhões de contribuintes.

O fogo cerrado não surtiu o efeito esperado por Serra na pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana. O levantamento apontou estabilidade nos números, com dianteira folgada para a candidata do PT, Dilma Rousseff, que tem 50% das intenções de voto. Serra oscilou para baixo um ponto, ficando em 27% - a queda foi dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos.

Mais denúncias surgiram no fim de semana. A revista Veja publicou matéria acusando o filho de Erenice Guerra, atual ministra da Casa Civil, de atuar como lobista a favor de uma empresa de transportes aéreos junto ao Planalto. A suposta fonte das informações, o consultor Fabio Baracat, divulgou uma nota negando tudo o que foi publicado.

A avalanche de pseudo-escândalos culminou no debate Folha/RedeTV! deste domingo 12. Serra foi para o ataque e Dilma defendeu-se, chegando a chamar o tucano de "caluniador". O tucano bateu no governo Lula: "O maior fracasso foi o mensalão, o dossiê dos aloprados, agora a violação da Receita". Dilma defendeu-se: "O que eu quero deixar claro é que eu não concordo, não vou aceitar que se julgue a minha pessoa baseado no que aconteceu com o filho de uma ex-assessora".

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