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02.03.2011 10:02

Câmara cria comissão para reforma política

Por Ivan Richard

Brasília – A Câmara dos Deputados criou nesta terça-feira 1º a comissão especial que discutirá propostas para a reforma política. A comissão será composta por 40 deputados, indicados por líderes partidários, e terá o prazo de 180 dias para tentar criar consenso em torno de temas delicados como o financiamento público de campanhas e a forma de eleição de deputados.

De acordo com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), nesta quarta-feira 2, haverá uma reunião para instalação da comissão, quando serão nomeados os membros, o presidente e relator. Já está definido que a comissão será presidida pelo deputado Almeida Lima (PMDB-SE) e o relator será o petista Henrique Fontana (RS).

O presidente da Câmara afirmou que não haverá disputa com os senadores, já que também foi criada uma comissão no Senado para tratar do mesmo assunto. “Vamos trabalhar conjuntamente. Eu e o presidente [do Senado, José] Sarney temos conversado muito sobre o tema e nossa intenção é ir integrando gradativamente. Vamos trabalhar de forma concatenada e articulada. Não queremos criar disputa, queremos ouvir senadores e deputados e ter uma proposta comum”, disse.

Maia ressaltou que a comissão terá todas as condições para buscar o entendimento e aprovar os temas de interesse do país. Sarney, que participou da cerimônia de instalação da comissão, também descartou qualquer problema devido à existência de duas comissões.

“Temos que dar vazão para que os senadores tenham oportunidade de discutir a matéria e também os deputados. É uma maneira de todos terem oportunidade, depois vamos juntar as duas e vamos chegar a uma decisão, pode não ser por unanimidade, mas por uma unidade”, afirmou.

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Sua opinião

  1. Começo do governo Dilma, 2ª parte: Guia da Reforma Política | Cheque Sustado disse:
    [...] Estão instaladas as comissões do Senado (15 membros) e da Câmara (40 membros) encarregadas de discutir os vários itens que compõem a reforma. Segundo matéria da Carta Capital, serão onze os principais temas: sistemas eleitorais; financiamento eleitoral e partidário; suplência de senador; filiação partidária e domicílio eleitoral; coligação na eleição proporcional; voto facultativo; data da posse dos chefes do poder executivo; cláusula de desempenho; fidelidade partidária; reeleição e mandato; candidatura avulsa. [...]
  2. Fernanda Queiroz disse:
    Os males mundias apontados, não são os mesmo encontrados aqui no Brasil. Comparados ao anódino aplicado em países considerados de "primeiro mundo", o nosso país ainda precisa de muita vacina. Sou totalmente Pró-Sistema-Lula, mas ainda tenho meu pé atrás com a concentração da marginalidade no Congresso. Uma reforma política só aponta irresponsabilidade do Governo. Em verdade, não conheço muito sobre este tipo de reforma, mas mais que reformar para eleger mais corruptos ao bel prazer deles, porque não fazer uma reforma educacional e social?, para que as próximas gerações tenho mais competência que nós e façam um país melhor. Acho que este será o momento de pensar em uma reforma política.
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