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Bombeiros só retomam diálogo depois de anistia aos militares presos

por Redação Carta Capital — publicado 11/06/2011 18h14, última modificação 11/06/2011 18h14
Líder do movimento por melhores salários disse que as negociações só vão começar depois que forem concedidas anistias criminal e administrativa a todos os presos

Por Nielmar de Oliveira*

O cabo Laércio da Rocha Soares Filho, um dos líderes do movimento dos bombeiros por melhores salários, disse neste sábado que as negociações só vão começar depois que forem concedidas anistias criminal e administrativa a todos os 439 bombeiros que foram presos no último sábado (4) no quartel central de Charitas, em Niterói.

Os bombeiros vão coletar assinaturas de apoio para a proposta de emenda à Constituição (PEC) estadual apresentada por alguns deputados à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) propondo anistia à categoria. Eles pretendem começar a coleta já na passeata de agradecimento à população pelo apoio ao movimento, amanhã (12) de manhã, em Copacabana.

“O foco das negociações será a anistia aos militares que foram soltos hoje, uma vez que os companheiros foram libertados por meio de um habeas corpus. O foco é anistia total, cancelamento ou arquivamento dos processos”, disse.

O cabo disse que a intenção dos bombeiros é deixar ainda hoje as escadarias da Alerj, onde estão acampados desde a prisão dos militares por policiais do Batalhão de Choque no quartel central da corporação, cerca de 12 horas após a invasão.

“O problema é que a desmobilização é complexa, uma vez que foi montada aqui uma estrutura muito grande, com comida, colchonetes, botijões de gás e água. Para carregar tudo isto nós precisamos de um caminhão e de um local para guardar os equipamentos. Mas devemos deixar o local ainda hoje”, informou.

*publicado originalmente pela Agência Brasil.

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