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Bolsonaro se compara a deputados que erraram ao apoiar escravidão

por Redação Carta Capital — publicado 13/04/2011 16h46, última modificação 13/04/2011 16h52
Na defesa que entrega hoje à Corregedoria, o deputado Jair Bolsonaro compara seu caso ao de deputados que se equivocaram ao assinar, em 1993, um projeto fantasioso que previa o retorno da escravidão no Brasil

Na defesa que entrega hoje à Corregedoria, o deputado Jair Bolsonaro compara seu caso ao de deputados que se equivocaram ao assinar, em 1993, um projeto fantasioso que previa o retorno da escravidão no Brasil

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou que vai entregar sua defesa à Corregedoria nesta quarta-feira 13, último dia do prazo. Ele é alvo de representações que o acusam de racismo por declarações dadas ao programa CQC, da TV Bandeirantes.

Na ocasião, questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se um filho seu se apaixonasse por uma negra, Bolsonaro respondeu que não iria “discutir promiscuidade” e que seus filhos não correriam esse risco porque “foram muito bem educados”. Após a repercussão, o deputado disse que entendeu errado a pergunta, confundindo a palavra negra com gay.

A defesa de Bolsonaro vai comparar o caso a um episódio ocorrido em 1993, quando mais de 50 deputados assinaram um projeto fantasioso, distribuído pela Folha de S. Paulo, para retornar o Brasil à condição de colônia de Portugal e restabelecer a escravidão no País – o objetivo do jornal seria provar que os deputados não liam as propostas antes de assiná-las. “Esses que assinaram tal proposta se equivocaram ou são racistas? Quando outros erram é humano, quando eu erro é racismo?” questionou.

Bolsonaro disse ainda que vai chamar como testemunhas alguns dos deputados que assinaram a chamada “PEC da Escravatura”, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Ele acrescentou que está elaborando o documento de defesa com a ajuda apenas do seu chefe de gabinete. “A pessoa que procura um excelente advogado é porque tem culpa no cartório”, afirmou.

Homofobia

Sobre as críticas de que seja homofóbico, Bolsonaro disse que vai continuar combatendo ações do governo como o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT e a distribuição, nas escolas, de cartilhas anti-homofobia elaboradas pelo Ministério da Educação.

“Passar filminho pornográfico para estudantes do segundo grau é para estimular o homossexualismo”, criticou. “A minha briga não é com esse homossexual bípede que anda e corre por aí; o que não quero é que o kit gay chegue à molecada que ainda está engatinhando”, continuou.

Bolsonaro chegou a censurar o apresentador do CQC, Marcelo Tas, que afirmou ter orgulho de sua filha homossexual. “Eu teria vergonha de ter uma filha lésbica ou um filho gay e duvido que um pai queira ter um filho homossexual. Para mim, é igual à morte”.

(Informações da Agência Senado)

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