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Política

São Paulo

Beijaço de Repúdio contra Feliciano reúne simpatizantes da causa gay

por Agência Brasil publicado 23/03/2013 19h32, última modificação 06/06/2015 18h23
Ato visava pressionar presidente da Comisssão de Direitos Humanos da Câmara, acusado de racismo e homofobia

Por Marli Moreira*
São Paulo – A três dias da decisão sobre a permanência ou não do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, mais um protesto neste sábado 23, na avenida Paulista, reforçou a rejeição ao parlamentar.

Desde que o líder religioso fez comentários preconceituosos contra homossexuais e negros por meio das redes sociais, vários segmentos da sociedade têm defendido o afastamento dele da presidência da comissão. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) que, no último dia 20, apelou para que o deputado renunciasse ao cargo, deve tomar uma decisão sobre o caso até a próxima terça-feira 26.

 

Como forma de ironizar a conduta do parlamentar, um pequeno grupo de gays e simpatizantes da causa reuniram-se, no final da tarde, no Beijaço de Repúdio, ato organizado por meio do Facebook. A manifestação, na esquina da Avenida Paulista com a rua da Consolação, na região central, foi organizada pelo historiador Augusto Patrini, de 32 anos.

“Com esse ato, queremos mostrar que o amor entre duas pessoas - não importa o sexo - é uma coisa bonita e não tem nada de vergonhoso, ao contrário do que prega o deputado Feliciano”, disse Patrini. “Ele é uma pessoa racista e homofóbica e não pode estar em uma comissão de Direitos Humanos.”

*Publicado originalmente em Agência Brasil.