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São Paulo

Base de apoio deve facilitar "reforma urbana" de Haddad

por Redação Carta Capital — publicado 02/01/2013 10h06, última modificação 02/01/2013 13h23
Ex-coordenador da campanha à prefeitura, o vereador José Américo (PT) será o presidente da Câmara Municipal no início do governo petista
américo

Ex-coordenador da campanha de Haddad, o vereador José Américo (PT) será o presidente da Câmara no início do governo petista. Foto: Câmara Municipal de São Paulo

 

Por Ricardo Rossetto

 

Recém-empossado, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, contará com uma ampla base de apoio na Câmara Municipal para implantar, em seu início de governo, a agenda política que tem entre as prioridades o fim da taxa de inspeção veicular e a revisão do Plano Diretor.

Com a maior bancada da Casa, com 11 vereadores petistas, o prefeito terá a seu lado aliados como o PMDB, PTB, PC do B, PP e PSB, totalizando 24 parlamentares. Outros 16 deverão engrossar as fileiras petistas, entre eles o grupo do PSD, liderados pelo agora ex-prefeito Gilberto Kassab. De quebra, o prefeito terá, na presidência da Câmara, o aliado José Américo (PT), que coordenou sua campanha. Ele foi eleito na terça-feira 1º com 51 votos a favor e uma abstenção.

No evento, Américo disse que São Paulo passará por uma “verdadeira reforma urbana com as discussões do Plano Diretor, do Código de Obras e das Leis de Uso e Ocupação do Solo”. As mudanças moldariam o arcabouço jurídico para a implementação do chamado "Arco do Futuro", promessa feita por Haddad durante a campanha para descentralizar os empregos na cidade com o objetivo, por exemplo, de melhorar o trânsito.

“Essas vão ser as grandes pautas deste ano, e a Câmara vai procurar transformar esses temas também na sua agenda própria, no papel de convocar a população às audiências públicas e no enriquecimento e aprimoramento dos projetos vindos do Executivo”, afirma.

Em relação à taxa de inspeção veicular, o novo presidente da Câmara diz confiar na maioria costurada pelos aliados para aprovar as propostas. De acordo com ele, os desentendimentos serão discutidos e acertados ao melhor termo. “Creio que temos maioria para acertar isso, mas o fundamental é que o Hadadd se comprometeu a promover uma reestruturação na forma como é feita essa inspeção. Além disso, temos a nosso favor uma margem de 15% para remanejar o orçamento, permitindo ao prefeito contemplar as suas necessidades fiscais”.

No mesmo evento, em seu discurso de posse, Fernando Haddad disse que o Legislativo não deve ser encarado como um obstáculo às vontades “imperiais” do chefe do Executivo, mas sim como uma instituição representativa da vontade popular, que modera, aperfeiçoa e legisla em nome de toda a população.

“Nós queremos manter com essa Casa o mais alto padrão de relacionamento, e não falo apenas dos vereadores e vereadoras que irão compor a base de sustentação do governo. Falo a cada um e a cada uma aqui representados”, pronunciou Haddad. Ele prometeu aos vereadores empossados que manterá uma relação de respeito e com “portas abertas” dos gabinetes da Prefeitura e das subprefeituras para discutir os assuntos de interesse da cidade. “Tenham a certeza de que eu, a Nádia (Campeão, sua vice) e a equipe que constituímos estarão à disposição de vocês, pelo amor e pelo bem de São Paulo”, prometeu o prefeito.

Oposição. A partir de agora,um grupo de 13 vereadores, a maioria do PSDB, assume o papel de oposição direta ao governo no início desta 16º legislatura. “Em termos de quantidade, estamos mesmo reduzidos, mas em termos de qualidade nossos parlamentares são bastante experientes e competentes”, opina Andrea Matarazzo, o mais votado entre os tucanos. Ele desponta, ao lado do líder tucano Floriano Pesaro, como um dos principais nomes da oposição durante o governo Haddad.

Ausências. Três vereadores, dos 55 eleitos, não tomaram posse na sessão solene desta terça-feira: Antônio Carlos Rodrigues (PR), Toninho Paiva (PR) e Mario Covas Neto (PSDB). O primeiro teve aprovado o pedido para que a sua posse fosse adiada enquanto durar sua substituição no cargo da senadora Marta Suplicy (PT), e os outros dois, por problemas de saúde, devem assumir os seus cargos nos próximos 15 dias.