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Política

Irregularidades

Banco Panamericano confirma rombo de R$ 4,3 bilhões

por Brasil Econômico — publicado 16/02/2011 16h29, última modificação 16/02/2011 16h55
Não foi possível definir quando começaram a ocorrer as irregularidades contábeis, aponta atual administração. Do Brasil Econômico

Passados três meses do aporte de R$ 2,5 bilhões realizado por Silvio Santos por meio do FGC, o Banco Panamericano aponta que as "inconsistências na contabilidade" atingiram R$ 4,3 bilhões.

Do total, R$ 1,6 bilhão são referentes à carteira de crédito insubsistente, R$ 1,7 bilhão a passivos não registrados de operações de cessão liquidados/referenciados, R$ 500 milhões referem-se à irregularidades na constituição de provisões para perdas de crédito, R$ 300 milhões correspondem a ajustes de marcação a mercado e R$ 200 milhões referente a outros ajustes.

Em seu demonstrativo financeiro, a instituição explica que não foi possível definir o momento extato em que começaram a ocorrer as irregularidades contábeis, tendo em vista a complexidade dos mecanismos usados.

Diante disso, a atual administração do Panamericano decidiu estabelecer nova base contábil, a partir da elaboração de um balanço patrimonial especial de abertura, com nova data a ser tomada como ponto de partida para análise, estabelecida a 30 de novembro de 2010.

Por fim, o prejuízo do banco em dezembro de 2010 atingiu R$ 133,617 milhões. A receita de intermediação financeira foi de R$ 218,468 milhões, quase totalmente consumida pelas despesas, que totalizaram R$ 207,561 milhões.

O patrimônio líquido apurado em dezembro era de R$ 19,150 milhões.

Texto publicado no Brasil Econômico

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