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Aumento de salário para prefeito e secretários de SP continua indefinido

por Redação Carta Capital — publicado 04/11/2010 15h01, última modificação 04/11/2010 15h03
Projeto de lei prevê aumento de 95% para Kassab e mais de 250% para secretários. Sessão desta quarta-feira 3 foi adiada e uma nova deve ser marcada

Projeto de lei prevê aumento de 95% para Kassab e mais de 250% para secretários. Sessão desta quarta-feira 3 foi adiada e uma nova deve ser marcada

O polêmico projeto de lei  em discussão na  Câmara Municipal de São Paulo, que reajusta o salário do prefeito, vice-prefeita e dos secretários foi suspenso nesta quarta-feira 3. Com 20 votos contrários (maioria do PT e um da vereadora Mara Gabrilli, do PSDB), 19 votos favoráveis, duas abstenções e 14 ausências, uma nova votação deverá ser marcada, já que são necessários 28 votos contra ou a favor dos 55 vereadores.

A proposta da Mesa diretora da Câmara visa o aumento do salário do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em 95% e de sua vice Alda Marco Antonio e dos 27 secretários da cidade em mais de 250%. O salário do prefeito passaria então dos 12 mil reais para 23,2 mil; o dos secretários de 5,3 mil para 19,7 mil reais; e o da vice-prefeita, Alda Marco Antonio (PMDB), de 5,5 mil reais para 20,8 mil. Os 31 subprefeitos teriam os salários reajustados proporcionalmente.

Para o vereador Paulo Frange (PTB) “a Casa já discutiu bastante esse assunto no ano passado. Imagine você que um subprefeito tem um salário um pouco acima de R$ 5 mil. Nós não vamos conseguir manter quadros de bom nível se não estiverem à altura do que eles teriam se estivessem na iniciativa privada. Precisamos assumir a responsabilidade de debater o assunto”, afirmou.

Já o líder do PT na Câmara João Antonio diz ser contra a proposta e acredita que uma saída razoável seria a aplicação da “correção inflacionária para essa parcela do funcionalismo, já que os demais servidores não terão reajustes tais como os propostos pelo prefeito.”

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