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Assange perde o primeiro round

por Redação Carta Capital — publicado 25/02/2011 10h08, última modificação 25/02/2011 10h17
A Corte britânica concede o pedido de extradição do jornalista para a Suécia. Por Redação CartaCapital

A Corte britânica concede o pedido de extradição do jornalista para a Suécia
O  juiz britânico Howard Riddle aprovou na quinta-feira 24 o pedido de extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para a Suécia. Assange é acusado pela Promotoria sueca de coerção ilegal, estupro e agressão sexual.
A defesa argumentou que as acusações contra Assange não eram crimes no direito inglês e, portanto, não passíveis de extradição. Mas Riddle, que preside o tribunal de Belmarh, em Londres, disse que os três delitos equivalem a estupro. “Parece-me razoável esperar e pedir a presença de Assange na Suécia para questionamento e, se necessário, para a retirada de uma mostra de DNA.”
A defesa de Assange teme que ele seja extraditado para os Estados Unidos, onde seria julgado pelo vazamento de milhares de informações confidenciais da diplomacia norte-americana.
O jornalista australiano está em prisão domiciliar desde dezembro, quando se apresentou às autoridades britânicas e obteve liberdade após o pagamento de fiança. Assange terá sete dias para recorrer à Suprema Corte. “Durante todo esse processo não se obteve solidez nas acusações formuladas contra mim. E sempre soubemos que teríamos de recorrer”, afirmou após sair do tribunal.

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