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As boas notícias de outubro

por Lindbergh Farias publicado 29/10/2013 14h28, última modificação 29/10/2013 15h41
Inflação sob controle, leilão do campo de Libra e reconhecimento do Bolsa Família marcaram o mês

Outubro foi um mês com notícias muito boas para o Brasil. Os índices econômicos mostraram que o país está com inflação controlada e reduzido desemprego. No mês em que a Petrobras comemora 60 anos, o leilão do Campo de Libra foi importante para ampliar a produção brasileira e gerar receitas potenciais para a saúde e a educação. Outubro também tem outro aniversário importante, os 10 anos do Bolsa-Família, que junto com a sanção da lei do Mais Médicos reforça a proteção social no país.

A primeira boa notícia veio no dia 9 de outubro. A variação do IPCA de setembro ficou em 0,35%, o menor percentual para o mês desde 2009. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 5,86% até setembro. Este é o terceiro mês consecutivo que o acumulado apresenta queda, mostrando que a inflação está sob controle.

A Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgada em 15 de outubro, mostrou que o volume de vendas do comércio varejista em agosto subiu 6,23% em relação a julho e 5,11% sobre agosto de 2012. De 2003 até agosto de 2013, o volume de vendas no comércio mais que dobrou de tamanho.

A taxa de desemprego, divulgada pelo IBGE no dia 24, se manteve muito baixa. Ela ficou em 5,4% em setembro, foi a menor taxa para o mês desde que teve início a série em 2002. Enquanto isso, apenas para efeito de comparação, o desemprego nos Estados Unidos ficou em 7,3% em setembro.

Outra boa notícia do mercado de trabalho, divulgada pelo Ministério do Trabalho no dia 16, foi que, em setembro, foram criados 211.068 empregos com carteira assinada. Este foi o melhor resultado para o mês de setembro desde 2010 e reforça a trajetória de elevação do grau de formalização do trabalho no Brasil.

No mês de aniversário da Petrobras, com o leilão do Campo de Libra, o país se colocou numa posição para estar, nos próximos anos, na elite dos produtores mundiais de petróleo. No pico de sua produção, o campo deve atingir 1,4 milhão de barris por dia – hoje, o Brasil produz cerca de 2 milhões. Além disso, 85% da receita gerada em Libra ficarão com o Estado brasileiro, sendo 75% para a União. Somados, esses recursos passarão de R$ 1 trilhão nos próximos 35 anos.

O fim de outubro também reservou duas datas importantes. No dia 20, o Bolsa-Família completou 10 anos. Além de reduzir em 28% a extrema pobreza no Brasil na última década, o programa tem impacto na educação: a diferença na nota da Prova Brasil entre escolas com maioria dos alunos que recebem o benefício e escolas sem alunos beneficiários caiu 76%. O Bolsa-Família, que em 2003 atendia 3,6 milhões de famílias e hoje beneficia 13,8 milhões, foi exemplo para a Prefeitura de Nova York implantar programa similar na cidade. O reconhecimento é mundial: a Associação Internacional de Seguridade Social concedeu ao programa o I Prêmio para Desempenho Extraordinário em Seguridade Social.

No dia 22, a presidente Dilma sancionou a lei do Mais Médicos. Só em setembro, foram realizadas 320 mil consultas pelo programa. A meta do governo é chegar em abril de 2013 com cerca de 13 mil profissionais, garantindo a aproximadamente 46 milhões de pessoas atendimento básico de qualidade – reduzindo, assim, a desigualdade no acesso aos serviços de saúde.

Ainda restam dois meses para findar 2013. A julgar pelos bons ventos de outubro e pelos resultados da economia, é provável que tenhamos outras boas notícias até o fim do ano.

*Lindbergh Farias é senador da República (PT-RJ) e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal

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