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Política

Após as crises

Aprovação de Dilma cai para 67%

por Soraya Aggege — publicado 10/08/2011 18h02, última modificação 10/08/2011 19h06
As expectativas para o restante do governo somam 55% de 'ótimo' ou 'bom'. Além disso, 65% dizem confiar na presidenta
Dilma dá autografo

Dilma dá autografo durante evento, em março

Apesar do aumento dos problemas políticos, como a substituição de ministros e a crise na base aliada, cerca de dois terços dos brasileiros (67%) aprovam a maneira como a presidenta Dilma Rousseff tem governado o país, aponta pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta quarta-feira, 10 de agosto. Se comparada ao levantamento semelhante divulgado em março, envolvendo apenas o início de governo - quando as avaliações normalmente são altas - Dilma perdeu seis pontos percentuais (tinha 73% de aprovação em março). A aprovação é mais elevada no Nordeste (70%) e menor no Sul (61%).

As expectativas com relação ao restante do governo são positivas: 55% acham que será "ótimo” ou “bom”. Além disso, 65% confiam na presidenta. Para 57% da população, o governo dela está sendo igual ao de Lula. Em março, esse percentual era de 64%.

Quanto à avaliação positiva do governo, houve recuo: de 56%, em março, para 48% em julho. Os novos dados mostram que 48% dos entrevistados consideram o governo "ótimo" ou "bom", número que era de 56% na sondagem anterior. O governo é considerado regular por 36% dos entrevistados e 12% o consideram péssimo.

A pesquisa mostra que, em julho, a avaliação da população sobre a atuação do governo piorou nas nove áreas analisadas, apesar de a maioria da população aprovar as ações sociais. O combate à fome e à pobreza é a política mais bem avaliada, (57%). O governo também é bem avaliado com relação ao meio ambiente (52%) e no combate ao desemprego (49%).

O índice de aprovação ao combate à miséria atinge o maior percentual entre os entrevistados de maior renda, com 66% das assinalações na faixa de mais de 10 salários mínimos. É também mais elevado nas cidades menores, com 64% das respostas favoráveis.

Entretanto, na área de saúde e de impostos, 69% da população desaprovam as ações do governo, ante 53% em março. Na segurança pública, a desaprovação subiu de 49% em março para 65% em julho e, na educação, passou de 43% para 52%. No combate á inflação, a desaprovação aumentou de 42% para 56% e, nos juros, foi de 43% para 63%.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou a popularidade de Dilma e do governo se deve à retomada das altas dos juros iniciada em janeiro deste ano para combater os aumentos de preços. De acordo com análise da entidade, a queda na aprovação do governo em julho é natural, já que geralmente há um otimismo dos eleitores nos inícios de mandatos.

De acordo com a CNI, na percepção dos entrevistados, houve um aumento de notícias desfavoráveis sobre o governo em relação ao período anterior. As notícias negativas eram percebidas por 7% dos entrevistados e saltou para 25% em julho. Os problemas políticos que Dilma enfrentou, principalmente com a substituição de ministros, foram as notícias mais citadas pelos entrevistados. No entanto, 18% deles não responderam a essa abordagem.

A pesquisa CNI-Ibope ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 28 e 31 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%.

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