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Política

Governo interino

Após gravação sobre Lava Jato, Romero Jucá pede licença do cargo

por Redação — publicado 23/05/2016 17h50, última modificação 23/05/2016 18h17
Peemedebista afirma que vai aguardar manifestação do Ministério Público Federal e que, depois, Temer decidirá seu futuro
Lula Marques/Agência PT
jucá pede licença

"Caberá ao presidente Temer me reconvidar ou não. Ele vai discutir o que vai fazer", disse Jucá

Após a divulgação de um áudio no qual o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), sugere que o impeachment de Dilma Rousseff seria parte da estratégia para conter a Operação Lava Jato, o peemedebista afirmou que pedirá licença do cargo.

Os áudios, divulgados nesta segunda-feira 23 pelo jornal Folha de S.Paulo, foram captados antes da votação do impeachment na Câmara dos Deputados e revelam conversas entre o então senador Jucá e Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro e um dos alvos iniciais da Lava Jato.

Os diálogos indicam que o Jucá sugeriu um “pacto” para impedir o avanço das força-tarefa. O trecho mais relevante mostra conversa a respeito da possibilidade de muitos investigados na Lava Jato realizarem delações premiadas depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar efetivas as sentenças de prisões a partir de decisões de segunda instância. Em determinado momento, Jucá afirma que a forma de "estancar a sangria" é "mudar o governo".

Licenciado do ministério, Jucá deve retomar seu mandato de senador. À imprensa, o peemedebista afirmou que vai esperar o Ministério Público Federal se manifestar a respeito das denúncias.

“Estou consciente de que não cometi nenhuma irregularidade e muito menos qualquer ato contra a apuração da Lava Jato”, disse Jucá. “Enquanto o MP não se manifestar, aguardo fora do ministério. Depois disso, caberá ao presidente Temer me reconvidar ou não. Ele vai discutir o que vai fazer”, continuou.

Mais cedo, Jucá negou que tenha tentado obstruir as investigações e disse que não iria pedir afastamento do cargo. Questionado sobre o trecho em que fala da necessidade de "estancar a sangria", Jucá disse que se referia à economia do País, e não a uma paralisação da Lava Jato.

*Com informações da Agência Brasil