Você está aqui: Página Inicial / Política / Após desocupação, governo e PMs voltam a negociar

Política

Greve na Bahia

Após desocupação, governo e PMs voltam a negociar

por Agência Brasil publicado 09/02/2012 13h34, última modificação 06/06/2015 18h21
O líder do movimento na Assembleia Legislativa, o ex-policial Marco Prisco, foi preso pela manhã ao deixar o prédio da Assembleia
Agência Brasil - ABr - Empresa Brasil de Comunicação - EBC

Soldados do Exército fazem a segurança da área em torno da Assembleia Legislativa do Estado, ocupada por policiais militares em greve desde a semana passada. Foto: Agência Brasil

Luciana Lima*

 

Brasília – Depois de policiais militares desocuparem na quinta-feira 9 o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, representantes de governo e da categoria voltaram a negociar. As conversas haviam sido suspensas na terça-feira 7 por falta de acordo. Quatro entidades representantes dos policiais estão reunidas com os negociadores da Secretaria de Segurança Pública neste momento, no Comando da Polícia Militar, para tentar um acordo sobre o pagamento de gratificações.

Pela manhã, logo após deixarem o prédio, os policiais militares se reuniram e decidiram continuar em greve.

O governo ofereceu o pagamento escalonado das gratificações de Atividade Policial (GAPs) 4 e 5, a partir de novembro deste ano.

A proposta apresentada na terça-feira, que não foi aceita pelos grevistas, previa o pagamento da GAP 4 até o final de 2013 e da GAP 5 até o fim de 2015.

Os grevistas continuam recusando a proposta. Querem o pagamento da GAP 4 em março deste ano e da GAP 5 em março do ano que vem.

A pressão agora é maior das associações que incluem os oficiais.

Elas farão uma assembleia hoje, às 18h, para decidir se entram em greve.

Também haverá uma nova reunião dos policiais que desocuparam o prédio da Assembleia, as 16h, no Largo dos Aflitos, no centro da cidade.

O líder do movimento na Assembleia Legislativa, o ex-policial Marco Prisco, foi preso na manhã de hoje após deixar o prédio.

Outro líder grevista, Antônio Paulo Angelini também foi preso.

Os dois já tinham prisão decretada.

Além deles, dois PMs já haviam sido presos. Ao todo foram expedidos 12 mandados de prisão, dos quais quatro ainda não foram cumpridos.

 

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil

registrado em: , ,