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Amapá comemora aniversário em meio a sua maior crise

por Redação Carta Capital — publicado 13/09/2010 17h58, última modificação 13/09/2010 17h59
Os escândalos de corrupção e a prisão do governador

Os escândalos de corrupção e a prisão do governador

O Estado do Amapá está no centro das atenções nesta segunda-feira 13, quando completa 67 anos de desmembramento do Pará. Na sexta-feira 10, 18 pessoas foram presas pela Polícia Federal na Operação Mãos Limpas, entre eles o governador do Estado e candidato a reeleição, Pedro Paulo Dias (PP), o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT) – que  pagou fiança e já foi liberado, e o seu primo, ex-governador e concorrente ao Senado Waldez Góes (PDT).

A Controladoria Geral da União (CGU), uma das entidades responsáveis pelas investigações do caso, informou que os órgão alvos da operação receberam do governo federal 800 milhões de reais entre 2009 e 2010, contudo ainda não se sabe quanto deste montante foi desviado, superfaturado ou fraudado, entre outros crimes cometidos pelos 18 acusados.

O Ministro do CGU Jorge Hage, em entrevista ao portal Terra, disse que o caso é “rotineiro” e o comparou ao escândalo de corrupção do governo de Brasília, deflagrado pela Operação Caixa de Pandora, da PF, em novembro de 2009 , que revelou um esquema de propinas, em áudio e vídeo, comandado pelo governado cassado José Roberto Arruda. "Um caso assim, antes deste, só me traz à memória o caso de Brasília", disse.

A assessoria do desembargador Dôglas Evangelista Ramos, presidente do Tribunal de Justiça do Estado, que assumiu o governo do Amapá após o governador e o vice terem sido presos, declarou que tanto Pedro Paulo Dias quanto Waldez Góes poderão continuar com as suas candidaturas mesmo presos. A Lei da Ficha Limpa impede candidaturas de políticos condenados por um órgão colegiado antes das eleições, contudo as prisões, buscas e apreensões da Operação Mãos Limpas foram ordenadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio Noronha e não por um colegiado.

O escândalo chegou ao ponto do presidente Lula declarar que “só tem um jeito de um bandido não ser preso nesse País, é não ser bandido. Porque se for bandido e a gente descobrir, a gente pega. Vocês viram o que aconteceu no Amapá”.

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