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Aldo quer evitar convênios

por Fernando Vives — publicado 27/10/2011 12h15, última modificação 27/10/2011 18h09
Novo ministro do Esporte também afirma que manterá a independência nas negociações com a Fifa

Após a queda de Orlando Silva, a presidenta Dilma Rousseff confirmou o deputado Aldo Rebelo como o novo titular do Ministério do Esporte. A decisão foi anunciada na manhã desta quinta-feira 27 e a posse ocorrerá na segunda-feira 31.

Após a reunião com a presidenta Dilma Rousseff que o chancelou para o cargo no Palácio do Alvorada, Rebelo agradeceu a oportunidade em público.  "Eu disse (à presidenta) que aceitava como um desafio e procuraria me desincumbir da tarefa da melhor forma possível."

Rebelo é um dos líderes do PCdoB e já presidiu a CPI da CBF no início da última década, quando bateu de frente com Ricardo Teixeira. No entanto, houve uma aproximação com dirigentes esportivos nos últimos anos.

Com a nomeação de Rebelo, o Ministério do Esporte segue nas mãos do PCdB, aliado importante do governo Dilma. Caberá a ele vasculhar a profundidade dos esquemas de desvio de dinheiro na pasta, que envolvem projetos do governo federal junto a ONGs, motivo principal da queda de Orlando Silva.

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Rebelo declarou nesta segunda-feira que vai evitar convênios com organizações não governamentais (ONGs), após as denúncias de irregularidades em instituições deste tipo que derrubaram Orlando Silva. “Como ministro não pretendo fazer convênios com ONGs”, disse em entrevista coletiva.

O novo ministro deve promover mudanças na equipe da pasta, uma vez que assessores próximos ao antecessor no cargo também foram envolvidos em denúncias. Porém, Rebelo evitou responsabilizar funcionários com cargos de confiança no ministério pelas ações suspeitas de fraude. “A mudança não significa a condenação de ninguém. As investigações terão curso com o apoio e ajuda do ministério."

O ministro também rebateu denúncias divulgadas nesta quinta-feira 27 no jornal O Estado de S.Paulo. O diário apontou que Rebelo teria recebido na sua campanha eleitoral de 2010 doações no valor total de 155 mil reais de três patrocinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além de 300 mil reais de empreiteiras envolvidas na construção de estádios para o Mundial de 2014.

Rebelo disse não se lembrar de todas as doações recebidas, mas garantiu que isso não afetará o seu trabalho no Esporte. “Não atingirá e não atingiu minha independência.”

O comunista afirmou que manterá a autonomia na relação com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), com quem vai tratar dos detalhes da organização do Mundial, e defenderá a aprovação da Lei Geral da Copa e de outros projetos de interesse do governo em relação ao evento e às Olimpíadas.

Com informações da Agência Brasil.