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Alckmin, o fiel da balança?

por Paulo Daniel — publicado 24/01/2011 11h09, última modificação 24/01/2011 11h11
Desde o final das eleições de 2010 não é novidade para ninguém que o controle político do PSDB está em disputa. Entretanto, resta saber qual será o peso de Alckmin. Por Paulo Daniel

Desde o final das eleições de 2010 não é novidade para ninguém que o controle político do PSDB está em disputa. Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra são os protagonistas dessa história.

Entretanto, resta saber qual será o peso de Alckmin. Aécio está com seu quartel general montado em Brasília e em Minas Gerais, além do que, tem forte apoio de parte da mídia.

Alckmin, apesar de ter sido candidato a Presidente da República ainda não tem possui inserção suficiente em nível nacional a não ser onde o PSDB é governo.

José Serra está praticamente isolado, com seu twitter, mas ainda conta com o apoio de alguns correligionários em oposição ao governo Dilma.

A candidatura do PSDB em 2014 passará necessariamente pela disputa interna no final do semestre de 2011.  Alckmin e Aécio são os mais “tranqüilos”, pois no mínimo garantem a sua candidatura local em 2014.

Por que Alckmin pode ser o fiel da balança nessa disputa? Embora não morra de amores por Serra, quando esteve sem mandato, foi Serra quem lhe estendeu a mão ao conceder-lhe a secretaria estadual de desenvolvimento, em contrapartida, para bom entendedor, estava escrito o desfecho; Serra candidato a Presidente da República e Alckmin candidato a Governador por São Paulo, isolando assim, Aécio Neves.

Agora, a história pode ser escrita de maneira inversa, com algumas particularidades, Serra poderá se tornar presidente do PSDB com apoio de Alckmin e, novamente, isolando Aécio Neves, como moeda de troca, o governador de São Paulo tornaria o candidato “natural” a Presidência da República em 2014 com um projeto moralista e conservador, que, aliás, é o estilo de Geraldo Alckmin.

Resta saber, se Serra cumpriria esse possível acordo e se Aécio aceitaria como um cordeiro esse emaranhado político. Como a política é dinâmica e, às vezes, imprevista, tudo pode acontecer no ninho tucano.

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