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Alckmin demite coordenador de pesquisas que vendia dados sigilosos

por Redação Carta Capital — publicado 02/03/2011 14h38, última modificação 02/03/2011 14h38
Túlio Kahn trabalhava na Secretaria de Segurança do Estado e tinha uma empresa que divulgava dados sigilosos sobre os crimes em São Paulo. Da Redação

Túlio Kahn trabalhava na Secretaria de Segurança do Estado e tinha uma empresa que divulgava dados sigilosos sobre os crimes em São Paulo

O governador Geraldo Alckmin demitiu nesta terça-feira 1º o chefe da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da secretaria de Segurança de São Paulo, Túlio Kahn. Ele era responsável por analisar e elaborar dados estatísticos sobre crimes que acontecem no estado. A decisão foi tomada após denúncia da Folha de S. Paulo de que a empresa do sociólogo, Angra Consultoria, disponibilizava dados sigilosos da secretaria.

Desde 2003 no cargo, Kahn foi nomeado por Alckmin e teria afirmado que o estado sugeriu que ele abrisse uma consultoria, mas o governador negou.

Em referência ao sociólogo, Alckmin declarou que ele é "um profissional competente. Mas essa atividade empresarial dele é incompatível com o cargo que ocupa".

Já o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse que não sabia da existência da empresa de Kahn.

No início deste ano, outra saia justa atingiu o governo Alckmin. Seu sobrinho, Lucas César Ribeiro, era suspeito de um esquema de corrupção envolvendo sua empresa que, em troca de contratos de fornecimento de merenda escolar, fazia doações para campanhas eleitorais de prefeitos da região do Vale do Paraíba.

No último dia 24 a corregedora-geral da Polícia Civil paulista, Maria Inês Trefiglio Valente, deixou o por determinação da Secretaria de Segurança Pública. Sua saída foi motivada por ter defendido quatro delegados que despiram uma escrivã suspeita de corrupção durante uma revista, em 2009. A denúncia veio a público só agora, com a divulgação de um vídeo.

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