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Política

São Paulo

Alckmin anuncia que pedágios das rodovias estudais não sofrerão reajuste

por Redação — publicado 24/06/2013 12h08
Governador explicou que o aumento não está sendo adiado, mas cancelado por medidas de redução de custos

O governador Geraldo Alckmin informou em coletiva de imprensa para esta manhã de segunda-feira 24  que os pedágios das rodovias estaduais não sofrerão reajuste este ano, bem como a travessia de balsa que liga as cidades de Santos e Guarujá não terá acréscimos de tarifa. "Este aumento não está sendo adiado, está sendo cancelado. Estamos assumindo esse custo por meio de uma série de medidas de redução de gastos", disse o governador.

"Não é uma medida populista. É um trabalho que fazemos há dois anos e meio para reequilibrar os contratos de concessão", afirmou Alckmin. Se fosse seguir a inflação, o aumento seria de 6,2% se seguisse o IGP-M ou de 6,5% caso levasse em conta o IPC-A.

Quanto aos aumentos futuros, o tucano explicou que será baseado em índices de acordo com a inflação. "Os índices mais utilizados na década de 90 eram os IGP's. Agora utilizaremos sempre o menor índice, ou IPC-A ou IGP-M".

Alckmin explicou que parte dos cortes vieram da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que reduziu gastos adquirindo um prédio próprio e deixando de pagar aluguel, além de informatizar seu sistema. Segundo ele, o repasse para a Artesp era de 3% e agora passará a ser de 1,5% dos contratos.

O governo estadual, assim como o governo federal, passará a adotar a cobrança dos eixos suspensos nos pedágios. Hoje em dia, nas estradas paulistas muitos caminhões erguem um dos eixos ao chegar à praça de pedágio para pagar menos. "Além disso, as concessões firmadas na década de 90 tinham Taxa Interna de Retorno de 20%, as novas obras terão TIR a 9,1%".

Alckmin ainda destacou a importância das manifestações e as reuniões que o governo federal pretende fazer com os líderes dos protestos. "Não há nada amais importante do que a sociedade civil se manifestar. Nós também estamos abertos ao diálogo", disse ele.

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