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Ação da PF confisca ilha na Bahia

por Redação Carta Capital — publicado 17/08/2011 11h43, última modificação 19/08/2011 13h09
Confira fotos da área e os bens apreendidos pela polícia durante a Operação Alquimia, que investiga crimes contra o Fisco. Foto: Divulgação
Ação da PF confisca até ilha na Bahia

Confira fotos da área e os bens apreendidos pela polícia durante a Operação Alquimia, que investiga crimes contra o Fisco. Foto: Divulgação

Na Operação Alquimia, realizada nesta quarta-feira 17 em conjunto entre a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público Federal, até mesmo uma ilha na Bahia foi apreendida pelos agentes que participaram da ação.  O terreno, que fica na Baía de Todos os Santos, tem cerca de 20 mil metros quadrados e é avaliado em 15 milhões de reais. O nome do dono não foi divulgado – a operação corre sob sigilo.

O alvo dos agentes era uma quadrilha suspeita de fraudar o fisco. As investigações apontaram crimes como sonegação fiscal, fraude à execução fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o inquérito da PF aponta os irmãos Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcanti e Ismael César Cavalcanti Neto, da Sasil - distribuidora de produtos químicos - , como mentores do esquema. A família é donda da ilha apreendida.

Foram cumpridos 31 mandados de prisão, 63 conduções coercitivas e 129 mandados de busca e apreensão em residências dos investigados e nas empresas supostamente ligadas à organização criminosa. Além da ilha, a Justiça Federal também decretou o sequestro de bens, incluindo veículos, embarcações, aeronaves e equipamentos industriais e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos em 12 Estados.

Participaram da operação cerca de 90 auditores fiscais da Receita Federal e cerca de 500 policiais federais.

O prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento dos tributos devidos, pode chegar a 1 bilhão de reais. Segundo as investigações, o grupo montava empresas “laranjas” para dissimular operações comerciais e financeiras com intuito de não recolher tributos. Há suspeita também que empresas sediadas em paraísos fiscais, factorings e até fundos de investimento utilizados na suposta fraude.

Confira mais fotos divulgadas pela Polícia Federal durante a ação: