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A vitória da contingência

por André Siqueira — publicado 05/08/2011 12h00, última modificação 05/08/2011 13h50
O governo lança pacote de socorro aos setores mais atingidos pela guerra cambial e acena com novas medidas na política industrial. Por André Siqueira
A vitória da contingência

O governo lança pacote de socorro aos setores mais atingidos pela guerra cambial e acena com novas medidas na política industrial. Por André Siqueira. Foto: Wilson Dias/ABR

Os dados do IBGE sobre o desempenho do setor era o que faltava para compor o cenário de lançamento da nova política industrial brasileira, intitulada Brasil Maior, na terça-feira 2. Entre maio e junho, a produção caiu 1,6%, com a contribuição negativa de 20 dos 27 segmentos analisados na pesquisa. Uma queda que a presidenta Dilma Rousseff anteviu nas conversas recentes com empresários. Discutidas ao longo de meses, as 35 medidas terminaram empacotadas às pressas, no fim de semana. Embora algumas ações mirem o longo prazo, como aquelas que facilitam investimentos em tecnologia e inovação, a maior parte vem em socorro a setores fragilizados pela valorização do real. As desonerações vão somar 24,5 bilhões de reais entre 2011 e 2012, nas estimativas do governo, que embutiu no cálculo medidas em vigor.

O Planalto não escondeu tratar-se de um plano ainda em formação. Com isso, obteve votos de confiança até -mesmo em segmentos que consideraram o pacote insuficiente para compensar os efeitos do câmbio valorizado sobre a competitividade. O governo avalia que o semestre será “delicado” para a economia e, portanto, o plano ganhará incrementos. Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o pacote foi apenas “um sinal”. “Precisaremos correr atrás de mais.”

Embora bem recebida pelo setor privado, a política industrial recebeu críticas, sobretudo dos segmentos não contemplados pela totalidade das medidas, como os fabricantes de brinquedos e os de máquinas – praticamente os únicos a demonstrar insatisfação na reunião realizada pelo governo com os representantes dos empresários antes do lançamento do Brasil Maior.

*Leia a matéria na íntegra na de CartaCapital, nas bancas nesta sexta-feira 5

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