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A próxima geração

por Celso Calheiros, de Recife — publicado 17/09/2010 01h49, última modificação 17/09/2010 15h53
Políticos jovens e que não viveram os conflitos da ditadura caminham para vitórias consagradoras nas urnas. E se credenciam no cenário nacional
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Cabral, no Rio de Janeiro

Políticos jovens e que não viveram os conflitos da ditadura caminham para vitórias consagradoras nas urnas. E se credenciam no cenário nacional

Após um longo período sem renovação, a fornada de políticos que sairá das urnas em 2010 consolida a influência que a geração pós-1964 terá na vida brasileira. Na casa dos 50 anos ou menos, não viveram diretamente as agruras da ditadura. São, em geral, conciliadores e demonstram enorme capacidade de estabelecer apoios quase unânimes. Nos estados, estão desacostumados a enfrentar oposições tinhosas.

São ao menos quatro, todos com inigualáveis chances de ser eleitos ou reeleitos no primeiro turno ou de emplacar afilhados em governados estaduais. Entre os reeleitos certos, Eduardo Campos, de Pernambuco, e Sérgio Cabral Filho, do Rio de Janeiro. Na lista dos padrinhos, Aécio Neves, que luta para entronizar Antonio Anastasia em Minas Gerais, e Paulo Hartung, que transferiu toda a sua popularidade a Renato Casagrande do PSB. Casagrande deve ser eleito governador do Espírito Santo no primeiro turno com quase 70% dos votos válidos.

O pernambucano Campos, do PSB, é um fenômeno à parte. Mais bem  avaliado governador do Brasil (com 62% de ótimo e bom nas pesquisas), o neto de Miguel Arraes tem atualmente 63% das intenções de voto, contra 21% do veterano Jarbas Vasconcelos, seu principal opositor. Administra o estado que concentra o maior conjunto de empreendimentos do governo federal e, por sua habilidade, tornou-se um ativo articulador político da base governista no Nordeste.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 614, já nas bancas.

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