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A diplomação de Dilma, sem o ministério completo

por Celso Marcondes — publicado 17/12/2010 11h15, última modificação 17/12/2010 11h25
Nesta sexta-feira a presidente eleita recebe diploma oficial do TSE. Seu novo ministério chega a 23 nomes definidos

Nesta sexta-feira a presidente eleita recebe diploma oficial do TSE. Seu novo ministério chega a 23 nomes definidos

Dilma Rousseff  e Michel Temer recebem nesta sexta-feira 17 seus diplomas de presidente da República e vice, em cerimônia celebrada no auditório do Tribunal Superior Eleitoral sob o comando de seu presidente Ricardo Lewandowski.

Ao contrário do que pretendia Dilma não terá todos os nomes de seu futuro ministério definidos. Nos últimos dois dias, ela oficializou mais sete indicações, todas já anteriormente informadas pela imprensa: Nelson Jobim (Defesa), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Educação), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Carlos Lupi (Trabalho).

Se ela mantiver a atual composição ministerial, com 37 cadeiras, faltarão ainda 14 cargos a serem preenchidos.

Entre eles, alguns casos continuam complicados. O da Cultura parece ser o mais indefinido, com novos nomes a surgir cada dia para substituir Juca Ferreira, o atual ministro, que gostaria muito de continuar em Brasília.

O Ministério da Saúde é outro de difícil solução. O PT quer a vaga, e o nome do atual ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha é seu preferido. Mas o deputado Ciro Gomes, convidado por Dilma para assumir a Integração Nacional afirmou durante a semana que prefere a Saúde.

Por conta disso, permanece sem solução até aqui a participação do PSB no governo. Já estava acertado que o partido teria dois ministérios, o da Integração Nacional e a Secretaria de Portos e Aeroportos. A direção socialista preferia que fossem ocupadas por Fernando Bezerra Coelho e Márcio França ou Beto Albuquerque, respectivamente. Ciro era considerado carta fora do baralho até a semana passada. Indefinida sua situação, indefinida fica a participação do partido.

Também o PCdoB chegou a um impasse na sua participação. Se já é líquido e certo que terá apenas uma vaga e que esta é a dos Esportes, o acordo sobre o nome dos comunistas ainda não vingou. Eles querem que Orlando Silva seja mantido, mas Dilma prefere a deputada federal eleita e ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos, com o objetivo de aumentar a cota de mulheres no primeiro escalão do governo.

Cultura, Saúde, Assuntos Institucionais, Portos e Aeroportos, Integração Nacional e Esportes compõem a equação mais complicada, portanto.

Já está definida e deve ser anunciada a qualquer momento a indicação do deputado Mario Negromonte, do PP, para o  Ministério das Cidades, a causar desconforto entre os petistas, que não queriam ver espaço tão importante continuar nas mãos de um partido que sequer apoiou oficialmente a candidatura de Dilma.

Também muito perto de um desfecho está a Secretaria de Políticas para as Mulheres, que deve ir para a deputada capixaba Iriny Lopes, e o Ministério do Desenvolvimento Social, em disputa acirrada entre a atual ministra Márcia Lopes e a coordenadora de projetos estratégicos da Casa Civil, Tereza Campello.

E o leitor, o que acha dos nomes definidos até aqui? E dos indefinidos?

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