
O poder público se marginaliza ao combater marginais. Por Mauricio Dias. Foto: Jefferson Bernardes/AFP
O Rio de Janeiro suspirou aliviado com a tomada do Complexo do Alemão. Caiu uma área onde o poder marginal, incólume, usava e abusava há muitos anos. O resultado produziu efeito de igual importância. Serviu de exemplo para jovens dessas comunidades que, movidos pela ilusão de poder e dinheiro, consideram como opção de vida o ingresso na marginalidade como alternativa para eles.
O alívio de alguns, porém, foi decepção para muitos. Por vezes, podia-se ouvir nas ruas mais charmosas da zona sul da capital o desapontamento projetado em expressões como esta: “Deviam ‘passar o cerol’ naqueles filhos da puta. A TV Globo atrapalhou”.
No momento em que o bando de traficantes armados se dispersou em fuga do Morro do Cruzeiro para o Morro do Alemão seria possível produzir o massacre desejado, executado por policiais nos helicópteros ou por atiradores oficiais escondidos na mata. Tiros foram disparados, como se ouviu, e, como se viu pela Globo, dois ou três traficantes foram atingidos. Tudo sugere que a audiência determinou o cessar fogo.
Embora a emoção tenha sido contida pelas autoridades, a população levada ao desespero por longos anos de omissão do poder público legitimaria a insensatez. Da correspondência recebida, selecionei trechos do e-mail do leitor E.L.S., morador no bairro da Penha, zona norte, centro do episódio:
“… Comecei a ver uma luz no fim do túnel dessa violência, e por mais que venham a morrer pessoas que nada têm a ver com isso, já morríamos todos os dias por não poder sair de casa sem saber se voltaríamos”.
A gíria “passar o cerol”, repetida na zona sul, vai muito além da angústia compreensível entre os moradores da zona norte. Retiro do jornal O Globo palavras de José Junior, do grupo AfroReggae, que se dispôs a intermediar a rendição dos traficantes: “Cheguei a ouvir policial dizer que se sentiu como atleta que vai para a Olimpíada e não disputa, só porque não houve banho de sangue”.
A frase, contagiada pelo sotaque policial, foi repetida pelo delegado Rodrigo Oliveira, coordenador das ações da Polícia Civil: “Esses bandidos não passam de frouxos. Fugiram como ratos”.
Uns fugiram. Alguns se renderam e outros morreram. Felizmente, não jorrou tanto sangue como poderia ter jorrado. Mas a Constituição foi sangrada. Sangrou, emblematicamente, do corpo de um paraquedista ferido. Ele cumpria ordens, mas estava lá irregularmente. O combate ao crime não pode ser transformado em confronto entre um grupo marginal e um poder público que, igualmente, se marginaliza para reprimir.
Em 2007, simpósio organizado pelo Centro de Estudos Estratégicos do Exército concluiu: “O emprego das FA na preservação da ordem pública é medida somente recomendável quando houver decretação do estado de defesa, do estado de sítio ou da intervenção federal. Qualquer outro arranjo implica riscos ao Estado de Direito”.
Admitir em silêncio o que ocorreu pode estimular o mesmo Exército a agir, amanhã, contra o poder constitucionalmente estabelecido. Foi assim em 1964. Derrubaram o presidente em nome de suposto clamor público.
Ao analisar os fatos ocorridos desde o início da operação posso inferir que o Estado criou um monstro e esse mostro estava sendo contido por anos. Quando começo a sair de seu habitat e causar transtornos aos formadores de opinião e repercutindo negativamente para os detentores do Poder houve a necessidade de conter essa criatura com todas as Forças possíveis.
Até a entrada da Marinha tudo estava dentro de uma absoluta legalidade, pois há previsão legal de aopio logistico, inteligência, comunicações e instrução por parte das Forças Armadas.
Com a entrada do Exército a Constituição passou a ser rasgada. A mesma Carta Política dá mecanismo para o uso da Força Armada, bastava o Estado declarar que sua força é insuficiente e o Presidente declarar Estado de Defesa por 30 dias, utilizando todas as Forças Federais e Estaduais, porém politicamente não seria interessante fazer isso. Como é uma comunidade carente, vamos rasgar a Contituição pois podre nesse país tem direito de não ter direito.
A continuação da tropa se verifica a continuidade da incosntitucionalidade, pois os soldados agem, ao fazer papel de polícia, NA TIPIFICAÇÃO DO ABUSO DE PODER – Abuso de poder – 1) Espécie de abuso de função. Circunstância agravante quando o crime é cometido com abuso de poder. 2) Delito que consiste no fato de a autoridade pública ordenar arbitrariamente, ou executar, medida privativa da liberdade individual de alguém, sem a observância das formalidades legais.
Desta feita, a União assume o risco e como são pessoas de pouco influência (pouquíssima) as tropas ao fazer abordagem e papel de polícia cometem o crime de abuso de poder previsto na LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965. E também acopanhamos a inércia do MPF e deamis órgãos essenciais para que o Estado observe a legalidade.
Contra partida, a medida tomada foi essencial para restabelecimento da paz o que poderia ser justificada no Estado Penal Emergencial, porém continuar no erro já é burrice ou então veremos brevemente novo episódio ocorrido na previdência.
BONS MOTIVOS (Antonio Delfim Netto — “primeiro crescer depois dividir” — em CartaCapital de 8 de dezembro de 2010) (…) O governo Dilma poderá submeter à sociedade um programa perfeitamente aceitável e crível que permita atingir os seus múltiplos objetivos dentro de prazos razoáveis: déficit nominal zero, relação Dívida/PIB convergindo para o objetivo e política monetária coerente com o controle da expectativa inflacionária. E taxa de juro real monotonicamente decrescente. Para que se criem antecipadamente as expectativas necessárias quanto à credibilidade dos objetivos, o programa deve ser apresentado de forma absolutamente transparente, mostrando, por exemplo: 1. Como vai enfrentar a questão do juro real para manter o rendimento das cadernetas de poupança. 2. Como criar as condições para estimular a formação de poupança. 3. Como vai modificar a qualidade do financiamento da dívida. 4. Como vai eliminar os resquícios de indexação que ainda infestam a economia. 5. Como vai fazer as despesas do governo (excluídos os investimentos) crescerem a uma velocidade menor do que a do PIB. 6. COMO VAI ENFRENTAR OS PROBLEMAS (MAIS “CABELUDOS” QUE TODOS OS DEMAIS, SOMADOS …) DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA.
Em resposta a “meu povo”.
Eu não sou contra a população do Complexo do Alemão, pelo contrário, sou tão a favor que quero que eles fiquem para sempre livres dos bandidos.
Retirar as FFAA agora é a mesma coisa que devolver aquela área para a facção criminosa que dominava aquele local. É isso que os bandidos quere.
Quantos aos intelectuais. Não sou contra o estudo, sou contra alguém achar que porque estudou um determinado assunto pode virar palpiteiro em tudo que é assunto.
Quem entende de segurança pública são policiais civis e militares. Sociólogo, antropólogo, etc é tão palpiteiro quanto qualquer um de nós.
Meu povo, não tenho não contra a população pobre do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, sou a favor deles, sou tão a favor que quero que eles fiquem livres para sempre da ditadura do tráfico de drogas, da guerra entre quadrilhas.
Digo mais. Retirar o exército agora é a mesma coisa que devolver o Complexo para o Comando Vermelho.
Você não sabe o que é sair para trabalhar e ter um traficante viciado com um fuzil na porta da sua casa, ter de passar a noite inteira ouvindo barulho de tiros e granadas explodindo bem perto da sua casa porque há guerra entre facções rivais disputando o morro, ter que mudar de caminho porque o caminho habitual é muito perigoso.
Eu te garanto que a grande maioria deles está adorando ficar livre dos bandidos.
Quanto aos intelectuais não sou contra eles. Sou contra quando viram palpiteiros, por exemplo, eles se forma em Filosofia e vira especialista em Filosofia Medieval e por isso acha que pode dar palpites sobre economia, segurança pública, relações internacionais, etc.
Nesse caso o palpite dele tem o mesmo valor que o de qualquer um de nós. Prefiro ficar com a opinião de quem entende do assunto como o Secretário Beltrame que é uma pessoa que confio.
Assinante de “CartaCapital” há anos, adquiri por hábito (e também por consenso com minha esposa) iniciar a leitura da revista, quase sempre, pelas colunas “Andante mosso” e “Rosa dos Ventos”. Acho que isso já dá a medida da admiração que nutrimos por esse grande jornalista e analista político que é Maurício Dias. Entretanto suas análises acerca da atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro têm-me causado estranheza. Em que pese a correta crítica de seu olhar para a quase sempre esquecida legalidade, em nenhum momento o colunista focou os resultados positivos que também advieram da ação. Estranho, porque Maurício Dias, grande conhecedor da história recente do Brasil, é bem mais tolerante com Getúlio Vargas, de fato um grande presidente para os trabalhadores, mas que não primou por respeito à legalidade. No “Andante” da Edição 624, aliás, ironizou D. Anita Prestes, que manifestara, dentro de uma atitude pra lá de humana, não tolerar qualquer ligação entre seu pai e a figura de Getúlio. Claro, chamou o colunista a atenção para o interesse maior do país, que o próprio Luis Carlos Prestes vislumbrara. Mas e Lula no Rio? Não está vislumbrando também um interesse maior? Ah… a “legalidade”… Ora, Lula é quarenta vezes mais respeitador dela e da democracia do que foi Getúlio.
Estivessem ainda hoje entre nós, Tia Zulmira, Primo Altamirando e o nefando Mirinho, seriam capaz de sapecarem que a acão do Estado no Alemão se deu foi por forca de que os Bandidos ousaram azucrinar nos bolsões da Zona Sul……!!!!!
Baguncassem só lá pelas bandas de Realengo, Irajá, Pavuna ou mesmo na Boca do Mato e tudo se manteria sobre o histórico equilíbrio de convivência…….!!!!!!
Creio que está havendo interpretação equivocada por parte de alguns leitores. A matéria não defende os marginais. Seria inaceitável. Os traficantes cometeram crime agredindo a lei penal. Grave, sem dúvida. Para coibir, as autoridades cometeram crime de responsabilidade. Violaram a Constituição. A dimensão dos episódios tem considerável distinção. A gravidade também. A agressão ao texto constitucional, sem dúvida, é bem mais grave. Caso o governo tivesse combatido os marginais com os mesmos meios mas obedecendo a Constituição, teríamos o Estado contra criminosos. As autoridades enfrentaram os marginais driblando a Carta Magna. Então, o que tivemos foi o que poderia ser chamado de confronto entre facções.
O problema é que estamos acostumados a ver a Constituição ser agredida, aqui e ali, sob os mais variados pretextos.
´Taí, duas palavras:subestimado e Justiça.Eu sempre cometo esse erro.Coloco um z no lugar do s quando escrevo a palavra JUSTIÇA.É que sempre me vem à cabeça o nome do Juiz Gilmar Mendes.Será por que?Desculpe Maurício.
Eu posso entender seus temores Maurício, mas aho que você exagerou.Seu medo de uma nova Canudos, não se concretizou nem se concretizará.Naquela época havia uma autoridade desinformada e que sequer tinha o interesse em saber quem eram aquelas pessoas que seguiam Antonio Conselheiro.O que as movia era a miséria absoluta e o desespero.Com o agravante das secas e da lonjura de qualquer lugar civilizado.Aquilo foi o horror, o horror.Dizer que a Constiuição foi sangrada porque um soldado se feriu também considero excecivo. Nossa Constinuição é sangrada sim, mas é todos os dias por políticos corruptos, Juizes que simplesmente passam por cima das leis em proveito próprio e quando as autoridades não protegem os cidadãos que são impedidos do simples direito de ir e vir como o que acontece nas comunidades dos morros cariocas.Concordo com o diz a Nathalie.O Brasil de hoje é outro.As forças armadas, são subordinadas a um civil, que embora goste de se transvertir de soldado , sabe à quem deve obediência.Os comandos das três armas já sabem tb. que o povo é outro e depois de 8 anos de um metalúrgico no governo, vão conviver com uma uma mulher que lutou contra a ditadura e amargou anos de prisão por por lutar pelaDemocracia.Esta em que vivemos agora.A questão das cumunidades do Cruzeiro e do Alemão no Rio, para os moradores era mais ou menos “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”>Dai a maioria dos moradores aplaudirem a força que subiram os morros para socorrê-los e impedir os ataques covardes ao povo carioca.Pouco importa zona sul ou zona norte.O Povo era refém daqueles bandidos.Bandidos sim.tranficantes , assaltantes e assassinos.Se seus comandos maiores estão em outras partes bem resguardados da polícia e longe da Juztiça, é outra conversa.Ai Maurício o papo é mesmo com o Congresso.Até lá não vamos ficar fazendo terrorismo de ocasião.O brasileiro que você vê hoje não merece ser substimado.Conhecemos nossa força e nossa Democracia.Gosto muito do que você escreve, mas acho que desta vez houve exagero, mas mesmo assim é bem vindo.Serve como um alerta.Obrigada.Me deculpem o texto longo eos erros que certamente devem estar embutidos entre virgulas , pontos e interjeições, mas é para se contrapor a um bom argumento.Abraços redação.
Gratos estamos às Forças Armadas pela sua participação no início da emancipação do Rio da marginalidade. Certamente o Estado de Direito permanece muito mais vivo com uma irregularidade ou outra do que com a marginalidade que assola o Rio de Janeiro.
Observe-se que o Rio está em guerra e só não percebe isso quem fecha deliberadamente os olhos. E nessa guerra só tem havido vitórias do Estado quando a participação das FAs, como no episódio em que foram roubadas armas de um quartel do Exército e como soi ocorrer agora.
Ou o nobre colunista opta por uma legalidade exacerbada em detrimento da segurança pública?!?!?! Há que se rever valores!!!
Espero que no futuro todas essas anállises façam sentido. Ou seja, explicam à realidade que não é vista hoje. Apareçam o iceberg, pois por enquanto só é visível a ponta. Daí a dificudade de enteder o que fato está ocorrendo nos morros do RJ. Até lá prevalece o senso comum: que bom a prensença do exército, graças a Deus temos a UPP,s. A sossego, conquista do território, a normalidade enfim començam a surgir.
Antônio Lourenzo, lembro uma frase de Shakespeare: guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra.
Está certo que você dê sua opinião, inclusive porque mora confortavelmente nas cercanias do Complexo como diz, e cita bandidos ao mesmo tempo em que se refere a intelectuais e a carnavalescos! Veja Antônio Lourenzo, transmitir uma opinião, uma palavra sequer, é trabalho pedagógico insano, terrível. A mim por exemplo, reles comentarista que sou, me choca sua sanha contra a população pobre do Complexo. Você diz, v.g., que a bazuca e os bacamartes tem de ser introduzidos na área, afirmando que o povo gosta e aplaude! Ora vi várias mães se lamentando pela perda de seus inocentes. Faltou de sua parte dizer que o Estado brasileiro, nós todos, temos que dar um basta na miséria e na injustiça que assassinam os brasileiros, produzindo melhor e mais Educação, Saúde, habitação e justiça social. Por favor, não desonrem os professores, que Fhc chama de vagabundos, e os intelectuais de todo o mundo. Prefiro um só professor de aldeia a mil helenos.
Como diz o Nazareno: Vae Victis!
Exigimos o respeito às mesmas leis que desrespeitamos. Contraditório; mas verdadeiro!
O senso comum nunca parou para pensar o porquê de tantos marginais e bandidos que são fabricados pelas grandes cidades? Será que todos esses marginais nasceram com índole para o crime ou é a ineficiência do Estado de garantir os direitos sociais que poderiam garantir a subsistência de muitas pessoas que vão para o crime muitas vezes por falta de oportunidade na vida? Já pararam para pensar que medidas como essa no Rio só re-aloca o problema para outro lugar e é só apenas temporário?
Parem para pensar…!
Não existe dois lados nessa história.
Hegel diz que sem a força do bacamarte militar nada é feito na América latina (Filosofia da História) mas isso em 1825 o que ainda, infelizmente ocorre. Antes queimavam livros e em seguida assassinavam seus autores. Hoje poem grampos, arapongas, bugs em seu carro, em sua mesa do restaurante preferido, espiam professores em sala de aula, nas escolas de bairro, poem devices, socorrem-se dos inventos de Marconi, amigo dos papas, e depois matam de forma diversa. Acautelai-vos!
O artigo é bem escrito mas dispensável. Outros tempos, outros direitos, outras ações, outros comportamentos. O paraíso do prazer de Caramuru, da bela prazerosa Bahia, é o paraíso daquele bacamarte que utilizou e que esses homens utilizam hoje para seus instintos, para suas glórias! Como diz Hegel ´´sem a força bruta militar´´ e de seus coligados/subordinados/anexados, com o acinte constitucional, nada se faz na América latina, e, por anexação, no Brasil.
Einstein completava: odeio esses homens!
O Gen. Heleno aprovou a missão, vide Canal Livre de 05.12.2012 .
A Constituição diz claramente que as FFAA podem agir para garantia da lei e da ordem a pedido das autoridades constituidas e foi o que elas fizeram.
Vamos esquecer esses jornalistas esquerdinhas eles ficaram décadas enganando a gente falaram que o crime se combatia com ações sociais quando se combate principalmente pela força.
Falavam que esse tipo de ação era usar o Estado contra o pobre favelado quando na verdade eles estão adorando isso.
Conheço gente que mora dentro do complexo e eu mesmo moro relativamente perto e todo o mundo está apoiando.
Como diria o Joãozinho 30: Pobe não gosta de bandido quem gosta de bandido é intelectual.
Ah, pelo amor de Deus, Sr. articulista! Sangrada é um puco demais!
Havia uma emergência, um “estado de defesa, (do) estado de sítio…”. O que faltou no caso, segundo sua interpretação da conclusão do dito Simposio do Centro de Estudos do Exército, foi somente a “declaração” formal desse fenômeno, que no entanto existia de fato. Suponho que essa declaração formal exigiria o tempo necessario para inumeras reuniões e assinaturas. Atropelada foi a burocracia, somente! Foi uma administração de crise, se não de nada serviriam os “chefes” e um computador poderia administrar tudo seguindo o “escrito” melhor do que os humanos.
Torna-se complicado argumentar com um sujeito que mantem as botas bem engraxadas. Esses traficantes coordenam centenas de homens treinados com armamento que só as forças armadas ou poucos grupos guerrilheiros podem obter, ocupam imensas áreas da cidade do Rio e impõem as suas próprias leis. Ora, trata-se de um confronto militar, uma guerra. Para lidar com esse quadro, o Estado do Rio mobilizou quase o equivalente a duas divisões de infantaria. Nos EUA, quando as forças policiais pedem a intervenção da SWAT, o comando tático especial, trata-se de meros seis ou sete homens. Um pelotãozinho de nada. A cidade maravilhosa só precisou do General Patton e mais duas divisões de combate!
Guerra? Contra quem? Cidadão de bem x Bandido?
Em que mundo será que essas pessoas vivem? Repetindo bordões maniqueístas não passamos da superfície de qualquer problema. Urge uma análise mais adequada da situação, o que Dias inicia perfeitamente nesta coluna. Parabéns pela contribuição lúcida, utilíssima para se contralor à classe média raivosa e ciosa de seus privilégios de cidadãos do bem.
Olá, Sempre me perguntei por qual motivo não houve intervenção federal no Rio de Janeiro. O tráfico existe em todo lugar, mas a perda do monopólio da violência do Estado no Rio é gritante. Evidentemente, às vésperas de uma eleição presidencial e logo após, não seria possível um golpe tão duro em um aliado importante como Sérgio Cabral. O artigo é correto ao afirmar a quebra da norma constitucional, pena que não aprofundou as razões que levaram à essa quebra. Mais ainda: em nenhum momento questionou-se o uso do Exército, apenas a forma – inconstitucional – como esse emprego foi feito.
Cordialmente,
Alexandre
“O emprego das FA na preservação da ordem pública é medida somente recomendável quando houver decretação do estado de defesa, do estado de sítio ou da intervenção federal. Qualquer outro arranjo implica riscos ao Estado de Direito”. Maurício, você realmente acredita que a violência e o domínio impôsto pelos traficantes à população do Rio não transgride as leis,nem subverte a ordem a ponto de ser enquadrada nestas condições recomendadas? Você não é advogado deles, é?
Antônio Marcos, Palhares e Nathalie em parte apreciei muito os comentários de vocês!!!!!!
Parabéns……., é por aí!!!!!!!
Aquele velho complexo da esquerda.. normal. Só esqueceu de citar que sem o apoio das FA os traficantes não teriam sentido o impacto moral/dissuasivo que sentiram ao ponto de correrem e haveria o tão temido banho de sangue com o enfrentamento, morrendo civis, policiais e traficantes. Aliás, a conclusão de um simpósio se traduz em mera hermenêutica constitucional, isto se não for posição político-ideológica (o que é bem mais provável). O GLO é perfeitamente constitucional, ler o capítulo II da seção III da CRFB/88 é ótimo.
O morro, o trafico , a pobreza extrema e bla bla bla geram muitos dividendos politicos e financeiros.ONGs lucram horrores, deputados, senadores, vereadores sem nenhum projeto são eleitos e os comunistas de plantão que sempre reclamaram de tudo sem fazer nada podem continar seu oficio de nada fazer apenas reclamar. O RIO DE JANEIRO ESTA EM GUERRA CIVIL, não estamos falando de roubar arroz para o almoço ou vender um cigarro de maconha, estamos falando de bazucas, metraladoras .30 e .50, granadas, helicopteros abatidos e blindados subindo o morro,toneladas de drogas e cebtenas de fuzis. ALGUM DOS LETRADOS QUE AQUI ESCREVEM PODE ME EXPLICAR QUAL O ANTONIMO DE PAZ e como pode toda uma cidade estar em guerra , com seu povo pedindo paz e os preguiçosos de verde oliva inventando desculpa para não trabalhar e ajudar o povo brasileiro a sair da lama do pupulismo irresponavel que destruiu o rio,
Se sangra a Constituição (e acho que não sangra, pq acho que a atuação do Exército foi legítima) então antes ela do que todos nós. Todos nós, não somente os 400 mil que moram no Alemão e Penha, pq essa organização para estatal já está se espalhando por todo o Pais, implantando o terror nas grandes cidades.
O Brasil vai precisar de mais presídios para colocar esses marginais.
O Brasil precisa de mudanças no Código Penal, para que esses criminosos não continuem a lesar a sociedade mesmo estando presos. Se for preciso mudar alguma coisa na CF, que é rígida- não imutável, que assím seja com democracia e prudência.
Para a alegria da revista veja, Reinaldo Azevedo, Folha e afins; Os tanques estão nas ruas.
Violência gera violência a vida deve ser respeitada acima de tudo. A militarização não vai resolver problemas de ordem social e educacional. Armas e brasões assinalados não são as únicas formas de resolver tais problemas. Espetacularizaçao da dignidade humana, mortes ao vivo fazem parte da tática norte-americana de dizimar cidadãos. A cena mostrada pela Globo não é perseguição a seres humanos mas a “ratos ” como afirma o dignissimo Arnaldo Jabor- mais uma vez-, refletindo a sua ótica aloprada em prol da indignidade humana, tanto pregada pelo PIG.
Um exercito que aguarda p/ se reequipar produtos e afins de alta tecnologia, uma marinha que tem em seus planos p/ até daqui duas ou tres decadas alguns submarinos a propulsão nuclear e uma aeronautica que esta aguardando alguns caças de ultima geração; tudo isso p/ prender “noiado” falencia geral.
Entendo a colocação do colunista. O problema está nos dois últimos parágrafos. Porém o resto do próprio texto já faz a refutação de seu final.Não existia outra alternativa para levar paz àquelas pessoas, senão correr o risco de ferir a Constituição e instalar um novo regime ditatorial (idéia bem típica de Teoria da Conspiração). Como já citaram ai, a sociedade de hoje não é a de 64. Nosso Brasil jamais aceitaria uma nova ditadura. A FA está sendo liderada pelo Estado e muito bem usada. Se for preciso, façam um PEC para que não aja ilegalidade na ação.
Paz para o Brasil. Morro é terra de gente trabalhadora, não de criminosos. Bandido não tem casa, não tem território, e bom seria que não tivessem direitos, ao menos fossem bem limitados ao que é hj.
A CF é nossa carta maior, mas está longe de ser perfeita. Que usem o bom senso e a respeitem quase sempre.
Esta coluna abordou de maneira sensata o que acontece no Rio, e a última parte para mim foi muito bem colocada.
A ignorância e a emoção da grande maioria da população brasileira sobre os efeitos de uma política violenta de intervenção é assustadora, principalmente quando se vê comentários sobre a coluna acima de pessoas que provavelmente tiveram uma boa estrutura educacional, e ainda se posicionam de forma a dizer: “Viva a ilegalidade do governo que trouxe a paz a ordem no morro.”, “quando ousamos citar a lei para defender direitos de bandidos, devemos ousar usá-la antes de tudo também na defesa do cidadão de bem.” entre outras…
A ilegalidade defendida para combater os criminosos cariocas é absurda. Combater uma mazela utilizando de outra mazela, além de insensato é BURRICE. O Brasil vive hoje uma situação de estabilidade política e economica principalmente pela situação única de legalidade e respeito à constituição. Quando um marginal, injustiçado socialmente durante toda a vida, rompe as expectativas constitucionais, gera-se revolta populacional, o que é compreensível, como o próprio colunista colocou. Mas a partir do momento em que instituições oficiais do Estado intentam romper descabidamente tal equilíbrio e respeito à Carta Magna, entramos novamente ao velho e conhecido estado de instabilidade política que sempre assolou este país durante toda sua história.
Por isso peço aos que leêm esta coluna que tentem entender o que Marucício Dias quis dizer em: “Em 2007, simpósio organizado pelo Centro de Estudos Estratégicos do Exército concluiu: ‘O emprego das FA na preservação da ordem pública é medida somente recomendável quando houver decretação do estado de defesa, do estado de sítio ou da intervenção federal. Qualquer outro arranjo implica riscos ao Estado de Direito’.
Admitir em silêncio o que ocorreu pode estimular o mesmo Exército a agir, amanhã, contra o poder constitucionalmente estabelecido. Foi assim em 1964. Derrubaram o presidente em nome de suposto clamor público.”
Esta colocação foi corretíssima e a situação por ela abordada deve ser analisada por cada cidadão, para que nós não corramos o risco de vivenciar novamente um período de domínio militar sobre os direitos civis e políticos.
Caro Maurício, compactuo de sua posição. Infelizmente, o que a grande mídia fez, vê-se pela maioria dos comentários postados aqui, foi contribuir para legalização da morte. Não podemos justificar a vontade de fuzilamento de traficantes, com base no sofrimento que as populações daquelas comunidades tinham diariamente. Existe uma Constituição e nela há o princípio que todos os brasileiros são iguais. Se decretarmos o fim desse princípio iremos para um estado de barbérie completa onde a morte de um ser humano será sempre justificada com a frase: ele é diferente, merece morrer!
Que paranóia! Esse pessoal tem que ter acordar. O Brasil é uma democracia consolidada. Já passamos por um impeachment, por 5 eleições, elegemos um operários duas vezes, e uma ex-militante de esquerda torturada pelos militares. Acabou! O Brasil virou a página! Essas pessoas que vivem nos anos 70 tem que virar também. As F.A. tem um papel importantíssimo a cumprir sob o comando dos civis!!! O militares tem que apoiar sim todas as vezes que uma situação está totalmente fora de controle como aconceteceu no Rio. Era um território que o Poder Público não podia entrar. Trata-se sim de um problema de Segurança Nacional quando bandidos tem bazucas para atacar policiais, matam pessoas sem julgamento e impõe uma “ordem” que afronta o Estado Democrático de Direito.
Gostei do simbolismo de que se reveste a frase: “… a Constituição foi sangrada. Sangrou, emblematicamente, do corpo de um paraquedista ferido.” Adequa-se ao contexto da matéria. Chega a ser poético. Outro ponto que me chama a atenção no texto, é a informação de que, no dia da ocupação do Alemão, atiradores de elite, apoiados pelos helicópteros, estariam prontos para disparar contra os traficantes em fuga, e alguém no comando teria abortado a ação. Até aí, um belo texto. Quanto à recomendação do CEFEEx de que as Forças Armadas somente atuem nos casos de estado de sítio ou de defesa, discordo. Acho que, em momentos de intensa agitação, quando o efetivo das polícias restarem insuficientes para a preservação da ordem pública, é perfeitamente cabível o emprego das Forças Armadas, não em substituição às Polícias, mas em apoio a estas, para manutenção da ordem e em defesa da paz. Afinal, se os militares brasileiros no Haiti patrulham as ruas daquele país com o fim de manter a ordem e granjear a paz, por que o Exército e a Marinha não podem fazer o mesmo nas ruas do Alemão?
Maurício, pela primeira vez me coloco contra o seu entendimento.
O que ocorria no Rio de Janeiro era uma guerrilha urbana, que estava descambando para uma guerra civil. Tanto isto é verdade, que bandidos de outros Estados deram apoio aos bandidos do Rio de Janeiro, inclusive oferecendo abrigo e proteção.
Nessa hipótese, as Forças Armadas agiram dentro do que lhe outorga a Constituição Federal, para garantia do Estado de Direito, prevenindo uma guerra civil, e não como polícia.
Longe de mim encarar o seu artigo como DIVERSIONISMO, assunto tratado nesta edição por Dr. Walter Maierovitch, mas como um EQUÍVOCO, um PONTO DE VISTA EQUIVOCADO.
Concordo com o André, a sociedade de hoje é muito diferente daquela de 1964.
O povo não quer só pão e circo. É necessário que tenhamos segurança para
sairmos de casa. O governo tem que dizer quem manda, para que não fiquemos
nas mãos de bandidos
Me desculpe Maurício Dias mas, discordo totalmente de seu ponto de vista. As autoridades no estado do Rio de Janeiro não deveriam ter deixado chegar a esse ponto. Não tinha outra alternativa. Não acho que essa operação tenha sangrado a Constituição como vc disse. Acho que o que sangra ela são essas leis arcaicas que colocam bandidos perigosos comop o tal de “Zeu” com direito ao regime semi-aberto. O que sangra a constituição é ver autoridades políticas, juízes e afins sendo flagrados cometendo ilícitos e nem sequer vão para a cadeia. Isso sim sangra a constiruição e fere a nossa auto estima!.
E como acha que o poder publico deveria reprimir, pedir permissão aos narco-traficantes para poder junto a sociedade instalar programas sociais, como solução unica para tudo isso.Fazendo assim não assumiria de fato o poder paralelo, colocando-os como símbolos e autoridades, exemplos a serem seguidos.Ora, assim não seria um tiro no pé, dando a legitimidade ao crime e entusiasmando jovens a entrarem na criminalidade.Pesssoalmente estou cansado de vê intelectuais dando legitimidade ao crime, onde todo seu argumento terminam:-eles são vitimas e nós somos os culpados.Nós somos os culpados por que deixou tudo isso acontecer, mas se procuramos resolver somos os vilões- Eles são coitados na verdade, o dinheiro não tem nada ve com isso,é uma revolta contra o poder constituído, nada ve com execuções sumarias pelos tribunais do crime,estrupos e por ai vai…Somos enternamente vilões e eles os mocinhos.E por favor sentem-se a vontade para aprensentar uma solução que nãO SEJA deixar o bandido em paz e impune em nome do estado de direito.
Não concordo com o texto. Sou ex-fuzileiro naval. A ausencia do Poder Público de uma direita conservadora levou a Rio a essa tragédia que o povo carioca vive nos atuais.O emprego das FA na preservação da ordem pública é medida somente recomendável quando houver decretação do estado de defesa, do estado de sítio ou da intervenção federal.O Rio de Janeiro e outras cidades brasileira JÁ ESTÃO EM ESTADO DE DEFESA há muito tempo.O EMPREGO DAS FORÇAS ARMADAS FORAM FUNDAMENTAIS PARA O SUCESSO DA OPERAÇÃO.Um país que vai sediar uma copa do mundo e logo depois as olimpiadas não pode permitir que bandidos de dentro dos presidios provoque terror nos nas pessoas de bem e ainda querem negociar com o Estado. Se o Presidente da Republica junto com os governador do Rio Sergio Cabral não tomasse medidas severas seremos logo um segundo México.
Acabar com a criminalidade, entendo eu, é um ideal que está além de rígidas medidas políticas ou administrativas, uma vez que somente com a evolução espiritual do homem é que se pode atingir tal objetivo. Não se consegue vencer a guerra com a guerra, mas com a paz. Não se consegue harmonizar idéias, se os homens são vaidosos, invejosos e orgulhosos. Enfim, quando todos pensarem no bem e agirem em prol do bem, estaremos no caminho certo.
Como os homens não pensam assim, nem desejam um mundo de plena paz, é precisa que se faça alguma coisa para contornar ou aliviar as dores humanas. No caso da ocupação dos morros cariocas por traficantes, eu sugiro ao poder público que faça um levantamento de quantos cidadãos residem nas áreas afetadas e, posteriormente, edifique alguns prédios na vertical, dando a cada um deles um apartamento. Isto concentrará os moradores em pequenos espaços. Na área que sobrar, deve-se destruir todas as casas e construir escolas bem planejadas, hospitais, reas de lazer e um batalhão da PM no ponto mais alto, Com o fim dos becos e labirintos e com todo o espaço ocupado por instituições públicas para atender o povo do morro, já bem servido de moradia, não haverá espaço para esconderijo e ficará bem mais fácil de monitoramento pela Polícia Judiciária, isto se ocorrerem crimes por lá. Veja-se que o investimento a ser realizado pelo Estado, comparando-se ao que se gasta com grandes operações, onde muitos policiais e cidadãos são vitimados, será bem menor.
Concordo em parte com o colunista, o governo deveria ter decretado “estado de defesa” para legitimar a participação das Forças Armadas. Lembro, apenas, que ainda falta ocupar algumas centenas de complexos, só no RJ, sem falar no resto do país, antes de “cantarmos vitória”.
Eu acho qui a policia feiz bem em não matar os bandidu pourque assim nois vamus pudê retomar o morro quando os meganha for imbora.
Concordo com o colunista… quando o Estado assume uma postura fora da Constituição ele se torna marginal à si próprio! Acho realmente que as políticas de segurança precisam ser discutidas antes no âmbito social e depois parlamentar. Assassinatos não devem ser legitimados, muito menos pelo poder público!
Agora, o Estado se omitiu à tanto tempo que ficou impossível se fazer presente sem o uso da força (infelizmente!). Não que a força deva ser o “carro chefe” como tem sido, mas é impossível o Estado recuperar uma área (não perdida para o tráfico como tem sido dito, mas entregue ao mesmo) sem o uso da força.
Minha opinião resumida: fizeram uma merda há muitos anos, entregando ao tráfico tanto o poder de território quanto o de assistência que o Estado se omitiu há muito tempo! Agora, retomar isso exige força no primeiro momento e espero que não fique apenas nisso, pois estamos cheios de violência, especialmente a da desigualdade, fome, miséria, falta de investimentos em saneamento, falta de empregos, entre tantas outra mazelas.
ENCENAÇÕES – Quem acredita que o crime organizado sofreu danos que abalará a sua estrutura? Uma pequena amostra, talvez, pois ela é bem mais sólida e sofisticada do que se supõe! Bandeiras hasteadas, cobertura maciça da mídia, desfiles e aplausos. Uma festa política! As forças armadas agiram com precisão porque haviam treinado para isso, não necessariamente no local e, ainda assim, ocuparam apenas pequenos espaços e com poucas apreensões. Por quanto tempo? Houve apenas mudança de local de atuação; dispersão livre de traficantes, inclusive mostrada pela TV em cena cinematográfica. Tomou-se apenas um morro, apenas uma batalha foi vencida e o crime grassa impune país afora. As nossas fronteiras permanecem descuidadas e armas e drogas continuarão adentrando livremente. Desarmaram o cidadão e armaram a bandidagem! Já nos assemelhamos a uma Juarez no México. Ainda que os criminosos sejam rendidos, as leis brandas continuarão a protegê-los e, em breve, já livres, se reorganizarão já com modernas táticas e sempre à frente da inteligência policial. O Executivo e o Congresso têm-se demonstrado lenientes e omissos. Dada a urgência e oportunidade, por que não cogitar de Medidas Provisórias com a intenção de mudar a legislação em caráter urgente, urgentíssimo, como fazem quando querem aumentar seus salários? Por que não emendar a Constituição infectada de benefícios que não passam de privilégios a quem não faz por merecer quando age desumanamente, sequer ponderando o que decorrerá das suas atitudes, as quais não se restringem apenas à vítima – alvo direto da sua bestialidade, trazendo graves consequências a toda família e à sociedade? E nos desanima ainda mais quando a própria OAB, sob o pretexto de manter a regalia do sigilo das conversas entre advogados e seus constituintes, questiona essa prerrogativa por parte de juízes a quem cabe determinar a escuta e gravação. Recusa-se até à permissão da revista em advogados. O que de preferencial há então entre essas partes relativamente ao todo da população, quando tratamos de delinquentes de alta periculosidade e quando se pretende o resguardo da sociedade já impotente e sacrificada impiedosamente? hildebertoaquino@yahoo.com.br
MAURÍCIO, AS GRANDES PERGUNTAS SÃO AS SEGUINTES, 1ª)DEVERIAMOS VOLTAR ALGUNS UM DIA ANTES DA TOMADA DO COMPLEXO DO ALEMÃO E AGUARDAR SUA PROBA IDÉIA(QUE ATÉ AGORA NÃO SE APRESENTA)? 2ª)DEVERÍAMOS EXPLORAR TODAS AS ALTERNATIVAS JUNTOS AOS ASSASSINOS INCENDIÁRIOS? E TALVEZ DEVOLVERMOS ALGUNS TERRITÓRIOS OCUPADOS PELAS UPPS, OU TODOS TALVEZ EM NOME DA CONSTITUIÇÃO SANGRADA? 3ª)QUEM TEM MEDO DAS FORÇAS ARMADAS? OS TRAFICANTES? OS USUÁRIOS DE DROGAS? OU A IMPRENSSA? 4ª) AQUELE SENHORES QUE FUJIRAM ARMADOS E DESESPERADOS NAQUELE TRECHO DE FUGA SERIAM TRABALHADORES EM UMA FILA INDIANA CORRENDO PARA QUE ASSINACEM SUAS CARTEIRAS DE TRABALHO? 5ª) E A ÚLTIMA E CRUEL PERGUNTA, O SENHOR EM SUA MAIS PROFUNDA INTIMIDADE DE DEMOCRATA CONSTITUCIONALISTA CONVICTO, QUE LUTOU PARA ELABORAR NOSSA CONSTITUIÇÃO, NÃO TORCEU PARA QUE AQUELES SANTOS HOMENS ARMADOS EM FUGA(TRAFICANTES, LADRÕES, COVARDES, ESTUPRADORES, AMORAIS, BOÇAIS, ACÉFALOS E ALICIADORES DE MENORES) FOSSEM ALVEJADOS? NÃO SEJAMOS HIPÓCRITAS COMO CARIOCAS SABEMOS QUE É CHEGADA A HORA, E QUE QUANDO AS VELINHAS DA TFP COM SEUS GALHARDÕES PEDIRAM PARA A JUNTA MILITAR PASSAR O CEROL NO POVO, O SENHOR E MUITOS NADA FIZERAM, AGORA É REALMENTE O POVO QUEM QUER QUE ISSO SEJA FEITO, PARA QUE SIRVA DE EXEMPLO PARA MILHÕES DE CRIANÇAS E JOVENS, PARA MOSTRAR QUE O ESTADO FOI DESACATADO E EM NOME DA CONSTITUIÇÃO E DO DIREITO FOI FEITO E SERÁ FEITO SEMPRE. E SUA OPINIÃO NÃO ENTRARÁ NOS COMPENDIOS DE HISTÓRIA DESSE PAÍS.
A população aplaude a ação dos orgãos de segurança.Mil vezes uma ditadura com segurança do que uma demcracia comandada por bandidos.
Vamos ver:
Nos anos 70 (setenta!!!) os morros do Rio n tinham sequer energia elétrica. Isso mostra um misto de descaso com preconceito dos gestores cariocas. Típico!!! É a regra: se um espaço urbano não conta com o estado, marginalizado fica.
Aí, pergunto: as forças policiais do Rio teriam condições – sem o apoio das FA – de fazer o que foi feito? Responda com toda sinceridade!
Maurício, me perdoe. VOCê ESTÁ SENDO LEGALISTA! O Rio hoje se enquadra em qualquer das 3 hipóteses constitucionais – o nosso estado de direito se encarrega de adequar a lei à situação diante do quadro pavoroso que se descortina para o Brasil mas é velho conhecido de cariocas e turistas que andam (muitos somnete 1 vez) no nosso RJ. O que n pode acontecer é o inverso! Esperar o estado entrar em colapso total pra, a partir daí enquadrá-lo nas vagas hipóteses constitucionais!!!
Não dá pra esperar! Você recebeu emails. Eu CONVERSEI e convivo com gente do Alemão.
Usar a CF com essa bobagem de ” sangrando” etc e tal não parece com a postura de nossa CARTA CAPITAL. Me parece, sim, que você quer passar o cerol em quem mora numa república de marginais – e que nunca gostou ou aprovou isso: os brasileiros que, há décadas, sofrem com o descaso dos “gestores” cariocas e com a ditadura mariginal de um bando de traficantes de m…
Ah, MAURÍCIO, fala sério! Até parece que tu mora na zona sul?!? Ou vota no PSDB!!!
Vou dar outro pitaco Mauricio.
Quem sabe voce não conversa com a ONG juizes pela democracia, e fale com eles para montarem uma base no alemão para acessorarem as familias, mas também aos agentes publicos.
Quem sabe voce não cobra um posicionamento da justiça para emitir tantos mandados judiciais quanto forem necessários para que as familias que podem estar sujeitas a algum criminoso lhes apontando armas dentro de casa se sintam mais seguras com a visita da policia e a companhia de algum ligado ao ministério publico.
Quem sabe este não seja o momento de todos os agentes publicos ai incluidos os do judiciarios serem mais proativos e menos burrocráticos. Vai longe a lista de possibilidades e melhorias melhorias quando se transformam em ações as vãs palavras de utopia.
Se vc pensar q eram cidadaos que por fa;ta de oportunidades estavam vendendo um baseadinho p sobreviver, p poder comprar um bifinho e levar p casa, ate q tem logica o artigo, mas se vc pensar q as forcas armadas estavam e vao apoiar a policia na retomada de um territorio ocupado pelo crime organizado, a coisa muda. Trata-se de uma organizacao subversiva que ocupou um territorio brasileiro, criou uma organizacao administrativa e judiciaria, vendia servicos (os gatos), executava obras, vendia seguranca, entre outras coisas, montando um verdadeiro estado paralelo! Pode ate ser q faltaram a decretacao do estado de sitio ou intervencao e manados para entrar nas casas, mas nao dava mais p deixar o crime organizado atiando fogo em carros, aterrorizando a populacao! Quem tentar subverter a ordem constitucional tem q sentir o peso da mao do Estado brasileiro! Se houve erros, foram poucos e incapazes de macular a pureza da liberdade conquistada.
O que talvez o Colunista queira exprimir com preocupacão é que temos a Polícia Civil, a Polícia Militar e a tal Forca Nacional e ainda assim precisamos nos valer das Forcas Federais……..!!!!!
E assim é possível que estamos montando em um elefante para sair à caca de borboletas…………., numa loja de cristais!!!!!!
Não esquecamos que em nossa Sociedade ainda há setores saudosos de vênias e rapapés às portas dos estabelecimentos castrenses!!!!!
Falar mal de ações do governo da audiencia…
Acho que eles afrontaram o estado e declararam guerra.
Deviam ter matado mais marginais. De preferencia todos.
A tomada do Morro do Alemao no Rio, pelas FA, foi necessaria. E isso so foi possivel graças ao Presidente Lula. Pois, so possivel graças a extraordinaria popularidade de Lula. Ele fez o que tinha de ser feito. Agora é retirar as FA do morro e “limpar” a PM do Rio entao a vida continuara…
“Suposto clamor público” em 1964? É a história distorcida contada hoje às novas gerações por quem foi pego no contra-pé da revolução comunista.
Penso também que os militares não deviam ser chamados a interferir nessa situacão e muito menos como agora se diz………, permanecerem por lá pelos próximo dez ou onze meses!!!!!
Êles ainda estão muito presentes em nossas lembrancas…..!!!!!!
Na realidade tá parecendo uma troca de poder, como aconteceu com o jogo do bicho: a droga não faltou nem subiu de preço.
Estamos em um momento de reflexão sobre a segurança pública, não só no Rio de Janeiro, mas no Brasil inteiro. O Brasil, assolado pela violência urbana, se encontra em uma situação tão complexa que a depender das escolhas a serem feitas por governantes e sociedade civil os resultados futuros poderão não ser tão positivos à ambos. Um dos grandes problemas é que como somos um pais, que ainda não esta acostumado a ponderar com um pouco mais de conhecimento histórico, filosófico, sociológico, pois estamos acostumados ao senso comum, caímos no erro de diaginosticar erroneamente o problema do crime no brasil e partindo desses preconceitos, externalizamos no mundo nosso pensamentos como verdades incontestàveis. Para o brasileiro, em sua maioria, o criminoso é um “vagabundo” que não quis nada da vida e se tornou delinquente pois quis. Para a população, segurança pública é apenas responsabilidade do Estado, nesse sentido, ela se omite dessa discussão, como atuante, e se coloca apenas como expectador, crítico que acha que sabe o que não sabe.
Assim como no passado ela trilhou esse caminho erroneo e hoje está colhendo a razão desse erro, tende a prosseguir nessa comididade, nessa “disfunção social”.
Concordo em partes com o colunista, pois é lamentável ouvir a elite do Rio de Janeiro possuir uma visão tão medíocre em relação ao crime e aos “criminosos”. O que vivemos nada mais é do que o resultado da omissão do Estado e esse sistema Capitalista, que devora a humanidade dos homens.
A população precisa assumir a sua parcela de responsabilidade na segurança pública, precisa se humanizar mais e compreender que o crime é um fator muito mais social que de polícia.Na medida em que tivermos cidadãos mais conscientes, mais ativos, mais responsáveis, teremos politicos, policiais, médicos, mais conscientes, menos corruptos, mais atuantes, mais profissionais. Não serão os políticos que modificarão a sociedade, sera a sociedade que modificara os politicos, os policiais, em fim, aqueles que atuam com a coisa pública.
Discordo do colunista em considerar que convocar as forças armadas nesse momento seria uma forma de dar a ela uma força que poderia ser usada contra o Estado Democrático de Direito, o que não quer dizer que considero que devamos deixar de lado as orientações sobre as situações específicas de emprego das forças armadas e empregá-las sem critério.
Ao longo dos anos as forças armadas tiveram uma maior compreensão do papel dela na sociedade brasileira e a própria sociedade já compreende como sendo um retrocesso à democrácia um Governo militar. Os meios de comunicação estão muito desenvolvidos, a população consegue absorver com mais facilidade a informação. Os militares compreendem os riscos da atuação estatal de uma organização militar no Governo e sabem do risco que isso traria a própria existância dessas instituição, embora esse risco, por minimo que seja, existe.
Concordo com o autor no sentido de que, em toda ocasião, é bom lembrar que a presença das Forças Armadas deve ser excepcional e de “ultima ratio”, e não um apoio normal para ações contra a criminalidade urbana. Isso deveria mesmo ser mais lembrado na mídia e em todo lugar. Por outro lado, eu discordo que os riscos inerentes à participação das Forças Armadas com relação ao Estado de Direito sejam motivo para afastar sua utilização em todo e qualquer caso.
O direito amplamente reconhece o estado de necessidade, se não nessa situação, ao menos como um princípio genérico, sobretudo no Direito Penal (mas não só), que afasta a ilicitude de uma ação que seria ilícita não fosse a circunstância extrema em que você se encontra. O princípio é o mesmo aqui a meu ver: havia uma situação de risco elevadíssimo em uma localidade dominada pelo crime da pior forma possível, e simplesmente não havia condições de seguir todas as devidas formalidades e procedimentos legais que são a normalidade no Estado de Direito, porque algo totalmente reconhecido é que o Direito efetivo implica, inegavelmente, uma certa perda de tempo – só que, infelizmente, nem sempre isso é possível, daí a afirmação do estado de necessidade e de outras causas excludentes de ilicitude, porque, enfim, “o mundo não é perfeito” e nem sempre cabe aplicar o Direito. O importante é que todas essas situações continuem sendo exceção da exceção e sejam devidamente explicadas perante o Estado e a população.
Maurício,
Muito lúcidas suas observações! Como sempre, continuamos (nós leitores) nos beneficiando de sua “severa consciência”. Um abraço.
Nossa!!!!!! Marquei bem o nome deste comentarista, para não perder mais meu tempo.
A sociedade agradece o emprego do Exército na força de segurança, porém a real situação dos militares do Exército é outra. Certamente de agora até outubro os militares do Exército no Alemão serão submetidos a jornadas de trabalho superiores a 100h semanais, fato comum dentro dos quartéis para os praças(soldados, cabos, sargentos), e não recebem nenhum centavo a mais por isso, enquanto um Policial Federal não deixa sua sede sem antes receber sua justa diária. Os Sgt/Cb/Sd que permanecem guarnecendo os quartéis do Exército, tiram 24h de serviço e logo em seguida cumprem mais 8h de expediente, somando 32h direto(sem folga)isso pode ser confirmado nos diversos quartéis espalhados pelo país, mas sendo perguntado aos Sgt/Cb/Sd. Um Sd pouco vai em casa, a maior parte do tempo está de serviço de guarda, jornada mínima de 80h semanais(3 serviço de escala+expediente).O Exército não possui efetivo suficiente para que os praças trabalhem em condições aceitáveis segundo a Organização Internacional do Trabalho, verdadeira exploração dissimulada no verbo servir, onde existem deiversas escala e outras sempre são criadas. Os oficiais(tenente a general)recebem constantes e pomposas indenizações por curso e transferências(40 mil em média), e pouco tiram serviço de escala(os Ten 2 por mês).Um PM trabalha 12h e folga 36h ou 24h e folga 72h, a maioria dos Estados possui banco de horas para compensar em folgas, MAS ISSO NÃO EXISTE DENTRO DO EXÉRCITO. Essa realidade deveria ser abordada pela mídia.
Não concordo com o colunista, quando ousamos citar a lei para defender direitos de bandidos, devemos ousar usá-la antes de tudo também na defesa do cidadão de bem. Estamos em GUerra, e as políticas de combate a esta guerra devem ser definidas por especialistas em segurança.
Volto a reafirmar, não moro no Rio, porém, o que acontece lá acontece no país inteiro. Considero a atitude tomada pelo governo legitima, não compactuo com a opinião do colunista. Do meu ponto de vista, a coluna poderia ser ocupada por idéias, sugestões para uma reurbanização das favelas, de insentivos ao crescimento do cidadão, de atitudes agora voltadas a promover uma vida mais digna a estes milhares de desamparados pelo Estado.
Não gosto! Não aceito! Considero oportunistas e preconceituosos tantos aqueles que defendiam a chacina, quanto aqueles que consideram errada a tomada e o patrulhamento por membros das forças armadas.
O país precisa mudar, estas mudanças, permeiam diversos valores. Não podemos comparar a sociedade de hoje com a sociedade de 1964.
A sociedade de hoje não aceitará o discurso de extrema esquerda como repudiará o discurso de extrema direita.
E a legalidade do governo, era deixar os criminosos a vontade queimando tudo e causando o pânico nos cidadãos de bem? A ilegalidade do governo criou uma crise no mercado do pó, e inflacionou o mercado.
Viva a ilegalidade do governo que trouxe a paz a ordem no morro.
Caro Mauricio, lógico que a lei deve ser respeitada, mas o que você sgere então? Criticar é mole.
a proposito, quem mais desrespeita o ‘estado de direito’ sao certos setores das elites,
latifundiários, politicos, comandantes, etc
A verdade é que daqui a pouco o comando estará nas maos das milicias, da policia podre, as UPP´s
virarao base dessas novas quadrilhas e o tráfico será como antes. Quantos milicianos estao presos?
qtos participaram da operacao? eles devem ter lamentado a destruicao de tanta mercadoria boa nos fornos da CSN. Devem ter enchido os bolsos de barras de ouro. Quem poe as armas lá?
Acho que as pessoas da comunidade devem ser orientadas a franquearem o acesso as suas moradias pelas autoridades. Quem resiste a isso, numa área que vive sob regime de excessão da criminalidade pode estar ocultando algo. Vi por exemplo uma senhora vir a reportagem criticar a policia no acesso a sua residencia, foi com o Cabrini, ele levou um oficial PM para ver o estrago, instada pelo proprio Cabrini a registrar queixa ela se omitiu, disse que não ia dar em nada. Então o que se vai fazer, se o cidadão é covarde até quando está teoricamente com razão. Essa senhora deu margens a que sua queixa ficasse meio suspeita, pode até está a serviço de alguem com intenção de denegrir o estado. Ao meu olhos ela devia ser processada.
ah façam o favor, pq o senhor não se muda então para as favelas ainda dominadas pelos marginais? se o poder público não faz nada, falam mal, se fazem alguma coisa, falam mal do mesmo jeito. dê uma solução palpavel, monte a estrategia e entregue ao governo, ou vai lá negociar com eles, para que se entreguem e paguem seus crimes. deveriam agir da mesma forma com a mídia televisiva e escrita.
Concordo plenamente com o senhor.O “problema do Rio” deveria ser levado mais a sério.Grupos armados que atentam contra à ordem pública estão especificados na Constituição, aliás, sáo imprescritíveis e inafiançáveis.No caso em que presenciamos, este grupo – que ja chegou a tomar posse de diversas localidades do Estado – dominava uma localidade com 600 mil habitantes.Desta forma, pergunto-lhes: quais são os casos em que deverá ocorrer uma intervenção federal ?
As cidades planejadas e urbanizadas excluem os menos afortunados e eles são obrigados a conviver com a violência. Sejamos sinceros, qual é o estado de direito para quem vive na favela? Porque os ricos não são revistados antes de entrar em suas casas? Porque o paly boy que morre de overdose é glorificado e se torna vítima? E este mesmo play boy pode espancar homexessais, domésticas e cidadões(no sentido moderno da palavra, todos que fazem parte da sociedade) e o estado de direito fecha seus olhos, punindo a vítma e não o agressor. A segurança pública é uma alegoria. Como um humor negro o estado de direito puni o mais fraco, pois o pobre não assina atos administrativos e não interpreta a legislaçãom, ele apenas a executa. Calado aceita uma paz negociada por meio da mídia, do expetaculo sado mosoquista utilizando de tanques e armas pesadas. É lastimável até este meio de comunicação apresentar este artigo escrito em formato de senso comum. Não apresenta nada e ainda é favorável ao espetacular mundinho da rede globo.
No Rio de Janeiro a pobreza e grande e a miséria acachapante. Se essa situação não for resolvida tudo vai voltar a ser como era antes.
EFEITO CASCATA.
Quando um setor de direito é inoperante ou desorganizado, dá margens ao duelo que vivenciamos nas favelas do Rio. Desejo que a sociedade, mesmo marginalizada, possa se estabelecer dignamente con-forme a ordem e o direito que esta e outras comunidades têm. “OLHAI POR NÓS,SENHORES DA LEI E DO DIREITO DEMOCRÁTICO, PARA NÃO RECORRERMOS A VÓS SENHORES “BANDIDOS”…P/ Comunidades Desamparadas.
Que a omissão da sociedade no passado, que gerou esse presente triste, não se repita no futuro…
27.04.2012
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