Você está aqui: Página Inicial / Política / A campanha, muitos tons acima

Política

Eleições 2010

A campanha, muitos tons acima

por Celso Marcondes — publicado 15/09/2010 14h43, última modificação 15/09/2010 15h08
A 19 dias das eleições, declarações infelizes de Lula, FHC e líderes do DEM colocam gasolina na fogueira

A 19 dias das eleições, declarações infelizes de Lula, FHC e líderes do DEM colocam gasolina na fogueira

A cada dia que passa, o tom da campanha eleitoral se eleva. Nesta terça-feira 14, os decibéis chegaram quase às alturas. Mas não há que se iludir, vem muito mais por aí.

Os casos da Receita Federal e o que envolve a ministra  Erenice Guerra colocaram os nervos a dominar os cérebros de figuras exponenciais de nossa história.

Fernando Henrique Cardoso, até aqui escondido pela campanha de Serra, deu entrevista ao portal do PSDB e não economizou adjetivos. Para ele, o presidente da República age como “militante e chefe de facção”. Pegou pesado.

Ele reagia à declaração de Lula, em comício no dia anterior em Santa Catarina, quando afirmou sua vontade de “extirpar o DEM” da política brasileira. Pegou pesado também.

Jorge Bornhausem, ex-senador do DEM (SC), que durante a crise de 2005, havia declarado seu desejo de “acabar com a raça” do PT, não deixou por menos, e voltou à carga. Para ele, o presidente deveria “deixar de ingerir bebidas alcoólicas” antes de falar. Foi para a baixaria.

Seu companheiro de partido, Rodrigo Maia, presidente do DEM, em entrevista ao Estadão, manteve o tom: “E uma declaração de uma pessoa que mostra um certo desequilíbrio, uma pessoa que coloca para fora, neste momento, todo o seu viés autoritário”. E arrematou, ao ser inquirido pelo repórter sobre a posibilidade do DEM ser “extirpado”: “Olha, só se o presidente Lula quiser ser Hitler e perseguir os judeus”.

Hitler e perseguição aos judeus?

FHC , na entrevista citada acima, preferiu uma referência a Benito Mussolini: “Outro dia assisti a um filme sobre Mussolini, Vincere; faltou quem freasse Mussolini; Lula não tem nada a ver com Mussolini, mas o estilo ‘eu sou tudo e quero ter poder total’ não pode, ele tem que parar”, disse. Se “não tem nada a ver” com o ex-ditador italiano,  eu pergunto, a que serve a comparação?

Com a palavra, o leitor.

registrado em: