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Política

Reforma Ministerial

Dilma a Kátia Abreu: 'Nossa parceria está começando'

por Redação — publicado 15/12/2014 21h46, última modificação 16/12/2014 09h07
Presidenta elogiou senadora durante sua posse na CNA, mas não fez menção à composição do novo ministério
Marcello Casal Jr/ABr
Kátia Abreu

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) foi reempossada nesta segunda-feira 15 como presidente da CNA. Sua nomeação como ministra da Agricultura, no entanto, não aconteceu

"Minha presença nesta cerimônia é uma forma de homenagear uma mulher que se distinguiu na direção da CNA, que representa os protagonistas em um Brasil bem-sucedido no agronegócio", afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira 15, na cerimônia de posse da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) como presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), pelo terceiro mandato consecutivo.

A ocasião era vista como uma possível chance para que Dilma oficializasse Kátia como titular da pasta da Agricultura em seu segundo mandato. Contudo, a presidenta contentou-se em fazer elogios à senadora e a dizer que a parceria entre elas "está apenas começando".

"Assumo o compromisso de traduzir esta parceria em novas conquistas e realizações", disse Dilma em seu discurso. "No novo mandato que se inicia, o produtor rural não será apenas ouvido, quero o produtor rural tomando decisões comigo e atuando nas definições de novas políticas."

Há algumas semanas, circulam especulações de que Kátia será o nome indicado para a pasta, o que tem gerado críticas e protestos por parte dos movimentos sociais. Tanto que horas antes da cerimônia em que Dilma discursou, o hall de entrada da CNA foi ocupado, entre às 11 horas e as 16 horas. Ao todo, cerca de 70 integrantes de movimentos sociais participaram do protesto.

Enquanto isso, Dilma se encontrava com líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e era pressionada para a adotar um plano de metas anual para assentar famílias. A exigência visava melhorar os baixos índices de assentamentos de famílias da reforma agrária, os menores em comparação a Lula e Fernando Henrique Cardoso.