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3ª Cúpula América do Sul-Países Árabes abordará desenvolvimento sustentável

por Agência Brasil publicado 02/02/2011 17h04, última modificação 02/02/2011 17h27
Evento será realizado em Lima nos dias 15 e 16 de fevereiro e marcará a estreia da presidente Dilma Rousseff em uma cúpula internacional. Da Agência Brasil

A discussão de temas como desenvolvimento sustentável, alta dos preços dos alimentos e segurança alimentar é o objetivo da terceira Cúpula América do Sul-Países árabes (Aspa), que será realizada em Lima (Peru) nos dias 15 e 16 de fevereiro. O evento marcará a estreia da presidente Dilma Rousseff em uma cúpula internacional.

O encontro será promomido em um contexto no qual Egito, Tunísia e Iêmen vivem momentos de tensão política, que todo o Mercosul fortalece a criação do Estado Palestino e que o Brasil quer incrementar o comércio multilateral não só na região, como também com parceiros considerados pouco tradicionais.

Porém, a alta do preço dos alimentos, a falta de água nos países árabes e os problemas gerados por causa da desertificação guiarão a maior parte das discussões. O Brasil ocupará lugar de destaque em decorrência dos programas sociais de transferência de renda. A exemplo brasileiro, os estrangeiros querem elevar a qualidade de vida dos mais vulneráveis socialmente, ao por em prática algumas medidas pontuais.

Dilma deve mencionar todos esses aspectos nas duas ocasiões em que discursará. Em um primeiro momento, a presidente estará diante de empresários (sul-americanos e árabes). Em seguida, ela vai se dirigir aos 33 chefes de Estado e governo presentes no evento.

A Aspa foi criada em 2003, a partir de uma sugestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então, árabes e sul-americanos buscam estreitar relações em várias áreas. Há sete subcomissões que tratam de temas como direitos humanos, capacitação profissional, economia e comércio, ciência e tecnologia, assuntos sociais, agricultura e meio ambiente.

Responsável pela organização brasileira da Aspa, o chefe do Departamento de Mecanismos Interregionais do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Gilberto Moura, afirmou que a evolução das relações entre os países da América Sul e os árabes é visível em vários setores. “Houve uma aproximação total. Antes, havia até um desconhecimento de parte a parte, agora há um interesse mútuo em compartilhar e conhecer as realidades”.

Desta vez, os líderes políticos devem dar mais atenção às preocupações causadas por questões pontuais. No caso da crise política no Egito, na Tunísia e no Iêmen, mesmo que amenizada, deve ser aprovada uma declaração conjunta em defesa do ambiente democrático e do bem da população. O caso da criação do Estado Palestino também deve merecer destaque em apoio à autonomia e defesa da região.

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