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Política

Acidente aéreo

“Tragédia poderia ter sido muito maior”, diz tenente-coronel dos Bombeiros

por Paloma Rodrigues — publicado 13/08/2014 17h12, última modificação 13/08/2014 22h22
Casa atingida pelo avião que levava Eduardo Campos estava desocupada. Moradora de imóvel vizinho diz que parentes estão em estado de choque
Paloma Rodrigues/Carta Capital

De Santos (SP)

A queda de um avião que matou, nesta quarta-feira 13, o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, em Santos, poderia ter feito um número muito maior de vítimas se a principal casa atingida não estivesse desocupada. Foi o que disse o tenente-coronel dos Bombeiros da Baixada Santista e região, Roberto Lago, aos jornalistas presentes no local das buscas.

“Eu diria que esse piloto em seu momento final teve até um ato heroico porque o avião caiu numa casa desocupada", afirmou Lago. "Pela região, a tragédia poderia ter sido muito maior”, disse. De acordo com o PM, o acidente obrigou os bombeiros a interditar treze imóveis, incluindo prédios no bairro, o que aumenta o número de pessoas impactadas pelo acidente.

Segundo Lago, as buscas por corpos ou vítimas vão continuar durante a noite, uma vez que geradores elétricos devem chegar à região do acidente nas próximas horas. Ainda de acordo com o bombeiro, não há informações de que alguém esteja desaparecido.

O número confirmado de vítimas mortais ainda é sete, quantidade de pessoas que embarcaram na aeronave. A razão para a dificuldade de precisar o número de mortos em terra é o estado dos corpos. “O estado dos corpos não permite identificar as pessoas, vai ser um trabalho demorado”, explicou. De acordo com testemunhas da tragédia, o avião de Campos pegou fogo ainda durante o voo.

Camila Fugii, de 26 anos, é moradora de uma das casas que foi atingida pelo avião. Ela estava a duas quadras do local no momento do acidente, mas explica que sua tia e avó presenciaram o momento da colisão. As duas não sofreram ferimentos graves, mas estão em estado de choque. “Elas estão em estado de choque, não conseguimos conversar direito com elas, não falavam sobre o assunto. A gente só veio buscar umas coisas”, afirmou.

Apesar de não ter precisado receber atendimento médico, a tia de Camila Fugii foi atingida nas costas por um móvel no momento em que o avião colidiu com a casa da família. “A minha tia se machucou, mas nada que precisasse levar ao hospital. Algum móvel caiu nas costas dela, ela caiu no chão. Foi uma correria para sair de casa, mas minha avó não foi atingida”, disse.

Camila reclamou da falta de informação por parte das autoridades e lamentou que ela e a família não tem para onde ir. “A casa já não tem mais quintal e está bem destruída. Não sei como vai ser isso. Elas não têm onde ficar, ninguém passou nenhuma orientação”, criticou.