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As Empresas Mais Admiradas no Brasil

Crescimento da economia dá o tom da premiação de CartaCapital

por Redação — publicado 10/11/2014 22h59, última modificação 10/11/2014 23h51
A necessidade de mais diálogo entre o governo e o empresariado foi destacada em discursos feitos durante o evento
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A necessidade de a economia brasileira voltar a crescer por meio de uma cooperação nacional foi o destaque dos discursos feitos da premiação As Empresas Mais Admiradas no Brasil, realizada por CartaCapital na noite desta segunda-feira 10 em São Paulo.

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), representou a presidenta Dilma Rousseff (PT), que viajou para a Austrália, para encontro do G-20, e saudou a normalidade dos tempos atuais da política brasileira, em comparação com a história de instabilidade institucional do País. Temer lembrou os avanços dos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma e afirmou que a esperança de ver o Brasil avançar “cresce cada vez mais”. “Vivemos um momento de extrema tranquilidade institucional”, disse Temer, tratando como normais as diferenças de opinião entre governo e oposição.

Mino Carta, diretor de redação de CartaCapital, lembrou o apoio da publicação à reeleição de Dilma e afirmou que ele se deu para garantir que o País continuasse no caminho da inclusão social e da política externa independente. Mino Carta lembrou que a indústria foi colocada em condições ruins nos últimos três anos e que o governo deve agir para reverter essa situação. “O País precisa crescer ou crescer. Não há opções”, disse. Ao mesmo tempo, prosseguiu Mino Carta, os empresários devem fazer seu papel, a tapar os ouvidos para o “rentismo” e apostarem na produção.

Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração da BRF, também buscou conciliar as necessidades do empresariado com as do novo governo de Dilma Rousseff. Diniz disse entender que é preciso apoiar a presidenta reeleita e, ao mesmo tempo, dialogar com o governo para reabilitar as condições de investimento no País.  “Temos muito a reivindicar [do governo] e até exigir que diminua as nossas incertezas, mas também devemos dizer a ela [Dilma Rousseff] que conte conosco”.

Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil e sócio do grupo controlador da Anheuser-Busch InBev, foi eleito o Líder Mais Admirado no Brasil pelo segundo ano consecutivo. Lemann foi representado por Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann. Segundo Mizne, a prioridade do Brasil deve ser a educação básica pública de alta qualidade no País inteiro. "Devemos agir para garantir que todas as crianças brasileiras tenham um educação da mais alta qualidade", afirmou Mizne. Segundo ele, órgãos públicos e privados devem trabalhar para conseguir o objetivo de elevar o nível educacional no Brasil. "Educação não tem atalho, caminho fácil ou bala de prata, mas sim metas e saber para onde ir", disse.

Assim como em 2013, Abilio Diniz e Roberto Setubal, do Itaú, ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, entre os executivos mais admirados.

A Empresa Mais Admirada no Brasil foi a Apple, gigante de tecnologia norte-americana, que ficara em segundo lugar em 2013. Outra gigante dos Estados Unidos, a Google, foi a segunda colocada neste ano, seguida pela brasileira Natura, a vencedora do ano passado.

Confira abaixo  lista de premiados em 2014:

Mais Admiradas 1
Mais admiradas 2
Mais Admiradas macrossetores