Você está aqui: Página Inicial / Mais Admiradas / Dilma: “Nosso mercado continua atraente a quem quiser investir”

Mais Admiradas

Mais Admiradas 2013

Dilma: “Nosso mercado continua atraente a quem quiser investir”

por Redação — publicado 28/10/2013 23h59, última modificação 29/10/2013 10h04
A empresários, a presidenta diz que situação fiscal está sob controle e exalta parceria com o setor privado
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff e Mino Carta

Dilma Rousseff acompanha a premiação ao lado do diretor de redação de CartaCapital, Mino Carta

A uma plateia composta por executivos vencedores do prêmio As Empresas Mais Admiradas no Brasil, concedido nesta segunda-feira 28 por CartaCapital, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o governo está atento à situação fiscal da economia. A presidenta lembrou que o IPCA, principal índice de inflação, está “bem mais comportado” e que a inadimplência apresenta tendência de redução. “Continuamos trabalhando para manter situação fiscal sólida.”

Dilma ressaltou que o cenário externo, em especial as políticas de estímulo dos Estados Unidos, ainda é motivo de incertezas, mas ressaltou que o Brasil tem hoje “instrumentos para enfrentar eventualidades”. Os dados sobre o crescimento da economia no quarto trimestre, disse, são “encorajadores”. “Nosso mercado interno continua dinâmico e atraente para quem quiser investir.”

Boa parte de sua fala foi dedicada ao leilão realizado na semana passada do campo de Libra, o maior da área do pré-sal para a exploração de petróleo, considerado por ela um “sucesso”. A presidenta ressaltou que o modelo de partilha, no qual empresas privadas têm direito à exploração, garantirá ao País a maior parte das receitas derivadas do petróleo, as quais serão destinadas à saúde (25%) e à educação (75%). A estimativa é que a produção renda cerca de 1 trilhão de reais nos próximos 35 anos.

“Vamos transformar toda esta riqueza em educação, saúde e produção de emprego.” A presidenta classificou como uma "prodigiosa alquimia" a transformação de "recursos naturais não renováveis em investimento naquele que é o principal ativo de qualquer povo, a educação". "Garantir formação educacional adequada da creche à pós-graduação, é esse o principal legado do nosso modelo de exploração do petróleo, o modelo de partilha." Em resposta às críticas ao modelo, Dilma justificou: "A área tem petróleo, sabemos onde está, tem muito petróleo e é de boa qualidade. Trata-se de área de baixo risco, de muita receita monetária. Essas razões explicam o modelo adotado, e não o de concessão”.

Dilma citou ainda os empregos que serão gerados a partir da cadeia da produção, com a construção de até 18 novas plataformas, e a fabricação de equipamentos com tecnologia e mão-de-obra nacional. “Neste espírito de parceria estamos fazendo concessões de rodovias, ferrovias, portos. Vamos promover um salto na qualidade e na amplitude da nossa infraestrutura. Este salto é essencial para atingir o nível de competitividade que se espera da nossa economia.”

Dilma prometeu ainda que até 2014 a economia vai sentir os efeitos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado por ela, quando ministra da Casa Civil, sete anos atrás.

Citou também os investimentos na área de saúde e classificou o programa “Mais Médicos” como “um passo importante” para garantir o acesso de um quarto da população a atendimento. A presidenta listou os avanços sociais e econômicos acumulados pelo país desde o fim da ditadura. Para ela, o momento atual é de construção do consenso para “dotar o Brasil das condições de competitividade necessárias.” E citou a música O Que Foi Feito Devera, interpretada por Milton Nascimento e Elis Regina: “Se muito vale o já feito, mais vale o que será”. “Estou segura de que o Brasil do futuro será do tamanho dos nossos sonhos de hoje.”

Homenagens. Na abertura de seu discurso, a presidenta prestou uma homenagem às mulheres laureadas na cerimônia entre as quais a presidentas da Petrobras, Maria das Graças Foster, e do grupo Magazine Luiza, Luiza Trajano. “Estamos cada vez mais ganhando posições. Parabéns, meninas.”

Dilma afirmou ainda que "em tempos de crise internacional, conquistar reconhecimento e admiração tem um valor especial e deve ser motivo de orgulho". "Sem sombra de dúvida, apesar de todos os problemas, 2013 tem se mostrado um ano bem melhor para a economia brasileira.”

A presidenta dirigiu elogios também ao jornalista Mino Carta, diretor de redação de CartaCapital, uma revista, em suas palavras, “cada vez mais admirada”. “Quero ressaltar o papel fundamental que esta publicação tem desempenhado no debate econômico e na informação de qualidade, graças ao trabalho de Mino Carta, este extraordinário jornalista, um verdadeiro baluarte do combate democrático em nosso país”. E finalizou: “Obrigado por tudo o que você tem feito e ainda fará pelo Brasil”.