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TAM e Accor não preveem aumento de receita com Copa do Mundo

por Samantha Maia — publicado 30/10/2013 09h16, última modificação 30/10/2013 16h12
Presidenta da companhia aérea e presidente do grupo hoteleiro dizem estar preparados para atender a demanda do campeonato, mas não acham que ele irá melhorar os resultados de 2014
André Luy

Tanto Claudia Sender, presidente da TAM (eleita a empresa Mais Admirada no segmento companhia aérea) quanto o presidente da Accor na América Latina, Roland Bonadona, eleita empresa Mais Admirada do segmento Redes de Hotéis, não estão prevendo um aumento de ganhos de receita para suas empresas com a Copa do Mundo.

“No Brasil, mais da metade da demanda do setor aéreo ainda é corporativa. E durante a Copa essa demanda tende a desaparecer, as pessoas vão pegar mais férias, terão feriados em dias de jogos do Brasil... e a demanda de turismo não compensa”, explica Claudia. “O passageiro habitual vai evitar viajar durante esse período. Na Copa não tem aumento de demanda. No geral tem queda e alguma demanda muito concentrada, mais complexa de operar’, diz a executiva.

Bonadona, da Accor, tem uma avaliação semelhante. Segundo ele, o incremento da demanda será concentrado nas cidades sedes e dias de jogos, mas não se sustentará ao longo de todo o ano. “A Copa permitiu liberar projetos que ficariam engavetados nos processo burocráticos de liberação dos alvarás, e isso traz um legado de modernização e ampliação do parque hoteleiro, mas estou frustrado porque não sentimos que a Embratur esteja aproveitando o momento para promover o País”, diz o executivo em crítica à autarquia responsável pela promoção do País no exterior.

Dos 40 mil novos apartamentos construídos para atender o evento esportivo no Brasil, 20 mil são de propriedade da Accor, dona de marcas como Sofitel, Mercure, Ibis e Novotel.  “A Copa é um momento de intensa exposição de um destino, e o País tem que mostrar o que tem de melhor”.

A presidente da TAM, no entanto, afirma que seu setor está preparado para o evento: “tem um compromisso tremendo de toda indústria de aviação para que a Copa seja um sucesso no Brasil”. (colaborou Lino Bocchini)