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As Empresas Mais Admiradas

Empresas mais admiradas dizem estar confiantes para 2014

por Samantha Maia — publicado 29/10/2013 15h50, última modificação 29/10/2013 16h43
Confira as projeções de investimentos da Ambev, Embraer, Vivo, Magazine Luiza e AGN Participações

Companhias premiadas no evento das Empresas Mais Admiradas do Brasil, promovido pela revista CartaCapital na segunda-feira 28, mantêm previsão de investimento em 2014 de olho na recuperação do mercado internacional e no crescimento da renda da população brasileira aliada ao controle da inflação.

A Ambev, eleita a terceira empresa Mais Admirada, mantém o plano de investir 3 bilhões de reais em 2014 por prever que um incremento maior da renda dará um novo impulso nas vendas, estagnadas neste ano. A valorização do câmbio e o aumento de impostos elevaram os custos da indústria de bebidas no Brasil e impactaram as vendas.

“Manter o investimento é a melhor demonstração de que estamos confiantes em 2014. O ano de 2013 tem sido duro para bebidas. Mudamos nossa estratégia comercial para atrair os consumidores, readequamos a estrutura de custo, mas não mexemos em investimento”, disse João Castro Neves, presidente da Ambev.

Os sinais de retomada no mercado internacional trazem otimismo para a Embraer, eleita a oitava empresa Mais Admirada, que mantém os planos de investimento em desenvolvimento e em ampliação de capacidade para 2014. O acirramento da competição do setor aeronáutico faz, porém, que a companhia não projete crescimento do faturamento.

“Projetamos um crescimento da economia mundial de 2,5% em 2014. O mercado americano está mostrando uma volta ao crescimento com cada vez mais consistência, a Europa também dá os primeiros sinais de recuperação, e o mercado asiático continua crescendo. Então é um ano com perspectiva positiva”, disse Jackson Schneider, vice-presidente da Embraer.

O controlador da AGN Participações, Roger Agnelli, eleito quarto executivo Mais Admirado, compartilha da avaliação do mercado internacional. “Para o ano que vem, vejo que tem três blocos econômicos crescendo. A Europa, os Estados Unidos e a Ásia, esta com a China e o Japão, que voltou a crescer. Então 2014 deve ser um ano bom, e o Brasil vai ser levado nessa esteira de crescimento”, disse o executivo. Nesse contexto, Agnelli afirma que os investimentos da B&A, braço de mineração da AGN em parceria com o BTG Pactual, estão mantidos para 2014 no Chile, no Brasil e na África.

Os investimentos em telecomunicações também devem manter o fôlego em 2014, segundo Antônio Valente, presidente da Vivo, eleita a empresa Mais Admirada nos segmentos de telefonia fixa e móvel. As obrigações contratuais das empresas na ampliação de suas redes asseguram a avaliação do executivo. “Em 2012, ainda que tivéssemos tido uma redução do nível de investimento no país, o setor de telecomunicação investiu mais de 25 bilhões de reais. No primeiro semestre de 2013, os investimentos também cresceram. Enquanto outros setores retraíam seus investimentos, nós acelerávamos, e certamente isso deve acontecer em 2014.”

Dentre os principais investimentos para 2014 está a expansão da rede de quarta geração (4G). Segundo Valente, a Vivo atende hoje 70 cidades com a nova tecnologia. “Nossa obrigação contratual era chegar a seis cidades, e chegamos a 70. Isso mostra claramente que o investimento é a prioridade.” Valente projeta um crescimento da economia brasileira de 2,5% em 2014, o que significaria “uma recuperação sustentada, com crescimento do consumo e do investimento público e privado”.

Para Luiza Helena Trajano, presidente da Magazine Luiza, a inflação e a inadimplência dos consumidores já estão sob controle, o que prenuncia um ano positivo para o varejo. “Se 2014 continuar no ritmo de crescimento deste segundo semestre, vai ser um bom ano.”