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Pequenas Utopias

Xangai, Utopias e Eleições no Brasil

por Milton Nogueira — publicado 29/10/2010 10h03, última modificação 29/10/2010 15h54
Milton Nogueira visita a Expo Xangai e incita a reflexão de propostas por parte de nossos governantes para as cidades brasileiras

72 milhões de pessoas foram à Expo 2010 Xangai, que terminou nesse fim de semana, para ver como poderiamos viver melhor em cidades melhores, o lema do evento. Num parque de exposições gigantesco, mais de 150 países e entidades construiram pavilhoes para mostrar o que fazem para mudar o modo de vida em cidades, onde habita metade da humanidade. Há mostras para escola, prédio, praça, lazer, festa, limpesa e tudo mais para vivermos melhor e trabalharmos mais fácil. Mas principalmente foi mostrada a necessidade de harmonia entre os cidadaos, com a natureza, fonte principal de vida. A Expo2010 é tão grande que mal tive tempo para visitar doze pavilhões.

Transporte, um dos mais irritantes problemas urbanos, tem na Expo centenas de propostas para facilitar ou evitar deslocamentos. Há cidades europeias onde muitos cidadaos trabalham e estudam à distancia, em casa, via internet. Carro? So para lazer e viagens, nunca para trabalho e escola.

Um hotel pequeno com zero de energia comercial com coletor solar, fotovoltaico, ventos, reuso de lixo sólido, bomba de calor. Prédios com hortalicas plantadas nas laterais voltadas para o sol, irrigadas com agua da chuva. Escolas cobertas com terra posta sobre caibros de madeira- do tipo usado pelos indigenas mexicanos- com isolamento termico e horta no teto.

Um estaleiro chinês, por exemplo, concebeu uma cidade-ilha navegante dos oceanos. Construida sobre um navio, ela teria horta, praça e residencias no andar de cima; reciclagem de lixo fica no porão para produzir adubo. Em outros andares apartamentos, escritórios, escolas, restaurantes. A energia virá do sol, dos ventos e do lixo, para diminuir o uso de petróleo e ter emissoes nulas de liquidos e solidos.
Politica municipal com participacao do povo apareceu em centenas de cidades como no casos mostrados por Tokyo, Porto Alegre, Phenix, Barcelona, Chongching.

Os pavilhões da Alemanha, Japão, EEUU e inúmeras universidades levaram idéias de como a arquitetura pode ser ambientalmente limpa, gastar pouca energia e ter alto conforto o ano todo.

Construir para cima ou para os lados, eis a questão que todo prefeito enfrenta sobre novos loteamentos. A Expo mostrou que ambos podem úteis, desde que desenhados para organizar melhor a vida em comum, com mais solidariedade e menos individualismo. Não é apenas uma questão de técnica urbanística, mas principalmente como trazer harmonia na vida das pessoas. Harmonia no deslocamento com segurança, harmonia no trabalho e harmonia na vida.

Caro leitor, você sabe o que cada candidato a presidente do Brasil propõe para dar harmonia às nossas cidades?

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