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Viúva de Arafat apresentará denúncia por envenenamento na França

por AFP — publicado 15/07/2012 11h02, última modificação 06/06/2015 19h23
Queixa será feita contra 'autor desconhecido'; ex-líder palestino morreu em um hospital militar perto de Paris

ZURIQUE (AFP) - A viúva de Yasser Arafat apresentará na Justiça francesa uma denúncia por envenenamento do ex-líder palestino, após ter sido encontrada uma quantidade anormal de polônio nos objetos pessoais de Arafat.

"A senhora Arafat decidiu apresentar uma denúncia penal, o que será feito em um mês", indicou Marc Bonnant, advogado da viúva, em uma entrevista ao jornal suíço Le Matin Dimanche. Segundo ele, a queixa será realizada em Paris contra um "autor desconhecido" pela acusação de "envenenamento".

Arafat morreu no dia 11 de novembro de 2004 em um hospital militar francês perto de Paris.

A tese do envenenamento foi reavivada na semana passada pela divulgação de um documentário na rede de televisão Al-Jazeera. O programa apontava que o Institute for Radiation Physics de Lausanne (Suíça), responsável por uma análise de amostras biológicas extraídas dos objetos pessoais de Arafat, encontrou "uma quantidade anormal de polônio", substância radioativa extremamente tóxica.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, e Suha Arafat já deram sua aprovação para que sejam retiradas amostras dos restos do líder, que jaz em um mausoléu na presidência palestina em Ramallah, o que implicará sua exumação.

O sobrinho de Yasser Arafat, Nasser al-Qidwa, acusou na quinta-feira 12 Israel de ser o responsável pelo suposto envenenamento e exigiu que "os responsáveis" sejam julgados.

O polônio é uma substância radioativa altamente tóxica, que serviu em 2006 em Londres para envenenar Alexandre Litvinenko, um ex-espião russo que havia se convertido em opositor ao presidente Vladimir Putin.

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