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Internacional

Desastre ambiental

Vítimas do vazamento de petróleo no Golfo do México ainda não foram indenizadas

por Redação Carta Capital — publicado 20/04/2011 15h40, última modificação 20/04/2011 15h40
Um ano depois da maior catástrofe ecológica dos EUA, algumas pessoas fazem fortuna com dinheiro do fundo de ressarcimento

Após um ano da maior catástrofe ecológica dos EUA, o vazamento de 4,9 milhões de barris de petróleo ao longo de três meses no Golfo do México, a empresa responsável pelo desastre, a British Petroleum, ainda não indenizou grande parte das vítimas. Porém, uma enorme parcela do fundo de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 31 bi), criado para sanar os problemas causados pelo desastre, acabou direcionada a um pequeno grupo de pessoas afetadas.

Os spillonaires (algo como milionários do vazamento) fazem fortuna com os US$ 16 bilhões gastos até o momento pela BP em limpeza e indenizações. Com o estabelecimento do fundo, empresários e autoridades locais cobram valores acima do mercado para todas as despesas da empresa, segundo informações da agência ProPublica e do jornal de Nova Orleans The Times-Picayune.

Por outro lado, cerca de 130 mil empresários e pescadores aguardam suas solicitações de indenização serem processadas pelo Centro de Reivindicações do Golfo do México, que administra o dinheiro.

Meio ambiente. Apesar de a maioria das praias da região já estarem liberadas, o ecossistema local deve demorar décadas para se recuperar completamente. Dos 220 mil quilômetros em alto-mar onde a pesca foi proibida inicialmente, apenas 2,5 mil continuam vetados. Porém, as consequências do vazamento impedem a prosperidade na produção de camarões e ostras, que sustentavam a economia regional.

Os vazamentos ocorreram a uma profundidade de 1,5 mil metros e atingiram 4,8 mil quilômetros da costa. Devido à gravidade do acidente, o governo americano abriu uma investigação para estabelecer os culpados e deve aplicar uma pesada multa. As apurações indicam, por enquanto, uma série de erros da BP e de outra indústria petrolífera.

Os EUA concederam mais dez permissões para perfurações no Golfo, após um longo período de suspensão de atividades na região. No entanto, novas medidas de segurança foram estabelecidas.

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