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Vice-chanceler de Israel, Dani Ayalon, diz que Brasil caiu em armadilha dos palestinos

por Viviane Vaz, em Jerusalém — publicado 15/12/2010 10h14, última modificação 22/12/2010 09h34
“Receamos que a política brasileira tenha caído numa espécie de armadilha feita pelos palestinos”, diz o vice-chanceler de Israel. Por Viviane Vaz, de Jerusalém
Vice-chanceler de Israel diz que Brasil caiu em armadilha

“Receamos que a política brasileira tenha caído numa espécie de armadilha feita pelos palestinos”, diz o vice-chanceler de Israel sobre a decisão do Brasil de reconhecer o Estado Palestino com base nas fronteiras de 1967. Por Viviane Vaz, de Jerusalém

Uma semana depois de a Argentina seguir a decisão do Brasil em reconhecer o estado Palestino com base nas fronteiras de 1967, o vice-chanceler de Israel, Dani Ayalon, afirma que o gesto de ambos países causou certo mal-estar em Israel. “Nós nos surpreendemos e nos doeu a carta que o Brasil fez aos palestinos”, disse Ayalon à CartaCapital, em coletiva de imprensa realizada esta semana no Ministério de Relações Exteriores a jornalistas latino-americanos.
“Receamos que a política brasileira tenha caído numa espécie de armadilha feita pelos palestinos”, afirmou, ponderando que houve falta de entendimento brasileiro sobre o que ocorre no território. “É claro que não pretendemos que o Brasil conheça todos os detalhes, mas sim que respeite as condições da comunidade internacional”, completou.
Para o vice-chanceler, a solução para os dois Estados tem que ser apoiada pela comunidade internacional e pelo quarteto –Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas, “que dizem que as negociações tem que ocorrer de forma direta, entre as partes e sem condições”.
“Por que o Brasil tem que cair na armadilha, se não é parte do conflito?”, questionou ainda o diplomata israelense. “As linhas de 1967 não são linhas internacionais, mas são linhas que procedem do desarme do ano 1949”, argumentou.
Ayalon ressaltou, porém, que a decisão não deve afetar “as boas relações” com os países latino-americanos. “Somos bons amigos deles e continuaremos sendo, compartilhamos muitos interesses”, disse.
Aos 55 anos, Ayalon é integrante do partido de direita, Yisrael Beiteinu (“Israel é nosso lar”, em hebraico), fundado pelo atual chanceler Avigdor Lieberman, que defende um estilo “linha dura” nas negociações de paz com os palestinos. O partido adotou o lema “sem lealdade, sem cidadania”, nas eleições de 2009.

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