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Venezuela suspende programa atômico após catástrofe japonesa

por Voz da Rússia — publicado 16/03/2011 16h30, última modificação 16/03/2011 16h33
Em outubro de 2010, Rússia e a Venezuela concluíram acordo sobre a construção de uma central atômica com potência de 4 mil megawatts

Em outubro de 2010, Rússia e a Venezuela concluíram acordo sobre a construção de uma central atômica com potência de 4 mil megawatts

O presidente da Venezuela Hugo Chávez declarou que o seu país suspende o desenvolvimento do programa de uso pacifico da energia atômica, incluindo a central atômica, que deve ser construída pela Rússia. Esta decisão foi tomada em vista de grandes terremotos e tsunamis no Japão que acarretaram acidentes nas centrais atômicas deste país. A respetiva notícia foi divulgada pela agência “Reuters”.

Em outubro de 2010 a Rússia e a Venezuela concluíram acordo sobre a construção de uma central atômica com potência de 4 mil megawatts neste país latino-americano. O respectivo contrato foi assinado em Moscou, durante a visita do presidente da Venezuela Hugo Chávez. Mas na quarta-feira o presidente Chávez declarou que os riscos deste projeto são demasiadamente grandes. Isto foi confirmado pelo grande terremoto de magnitude 9 que tinha danificado várias centrais atômicas do Japão.

“No presente momento mandei congelar os planos de desenvolvimento do programa de átomo pacifico. Não tenho a menor dúvida de que estes acontecimentos no Japão irão exercer uma grande influência sobre os planos de desenvolvimento da energética atômica no mundo”, - disse Chávez durante o encontro com os investidores chineses em Caracas.

Um terremoto de magnitude 9 deu-se junto do litoral nordeste do Japão no dia 11 de março. Os abalos subterrâneos provocaram um tsunami de mais de dez metros de altura, o que acarretou grandes destruições. De acordo com os dados oficiais, mais de dez mil pessoas morreram ou desapareceram em resultado desta calamidade natural. Depois do terremoto deixaram de funcionar os sistemas de arrefecimento das centrais atômicas “Fukushima-1” e “Fukushima-2”, o que fez o governo decretar o regime de emergência. A partir do sábado na central atômica “Fukushima-1” houve explosões no primeiro, segundo e terceiro blocos. No quarto bloco houve um incêndio. Este acidente resultou na elevação da radioatividade ambiente na região da central, o que fez as autoridades evacuar pessoas residentes num raio de vinte quilômetros em torno desta.

As autoridades do Japão reconhecem que a situação na central atômica de “Fukushima” continua extremamente grave. O comissário europeu para a energética Günther Oettinger qualificou o acidente na central atômica japonesa “Fukushima-1” de “apocalipse”.

Texto publicado no Voz da Rússia

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