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A direita volta ao poder na Espanha

por Redação Carta Capital — publicado 20/11/2011 19h52, última modificação 21/11/2011 11h15
Eleito, Mariano Rajoy, líder do conservador PP, promete não inventar milagre contra a crise econômica que assola o país
espanha

Mariano Rajoy, líder do Partido Popular (PP), acena para simpatizantes na sede da formação, em Madri

O líder e candidato do conservador Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, afirmou neste domingo, após vencer as eleições gerais na Espanha – com ampla maioria – que os espanhóis "vão combater a crise". Ele anunciou um "esforço solidário" para "todos", sem prometer “milagres", segundo a agência de notícias AFP.

"A Espanha é uma grande nação e o melhor que tem são os espanhóis, 46 milhões de espanhóis que vão combater a crise", afirmou Rajoy, antes de advertir:

"Governarei a serviço da Espanha e de todos os espanhóis, procurando que em circunstância alguma alguém se sinta excluído da tarefa comum", disse.

Aos 56 anos, depois das derrotas em 2004 e 2008, Rajoy chega ao poder após afirmar, em comício, que está “preparado para presidir o governo de todos os espanhóis”.

O futuro chefe de governo terá, no entanto, pouca trégua ante a dura situação econômica da Espanha, pressionada nos últimos dias pelos mercados que elevaram o risco do país (diferença entre o rendimento das obrigações a dez anos da Espanha e da Alemanha) acima dos 500 pontos básicos.

Quando a vitória dos conservadores nas urnas foi confirmada, o candidato socialista Alfredo Pérez Rubalcaba reconheceu a dura derrota. Ele advertiu que vai trabalhar na oposição para conseguir a recuperação da economia frente à crise.

Com 88,7% dos votos contados, o conservador Partido Popular venceu as eleições com 44,4% dos votos e 186 deputados – contra 28,6% dos votos e 110 deputados socialistas.

"Claramente perdemos as eleições", lamentou Rubalcaba na sede central do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), em Madri, após conhecer os resultados parciais das eleições, segundo as quais os socialistas, que tinham 169 cadeiras, passaram a ter 110 do Congresso dos Deputados, seu pior resultado desde a volta da democracia na Espanha.

[stream provider=youtube flv=http%3A//www.youtube.com/watch%3Fv%3DbJBmqsQ49VY img=x:/img.youtube.com/vi/bJBmqsQ49VY/0.jpg embed=false share=false width=480 height=320 dock=true controlbar=over bandwidth=high autostart=true /] "Conversei com Mariano Rajoy para transmitir meus cumprimentos e lhe desejar sorte na importante responsabilidade que vai assumir" como futuro líder de governo, acrescentou Rubalcaba.

O ex-número dois do derrotado governo socialista espanhol afirmou que, como oposição, "vamos trabalhar com todas as forças para conseguir a recuperação da economia e do emprego".

"Que a luta contra a crise não signifique uma perda dos direitos e da segurança básica que conseguimos com anos de esforço", acrescentou Rubalcaba, visivelmente emocionado.

Rubalcaba terminou sua fala afirmando que transmitiu ao secretário-geral do PSOE e atual chefe de governo, José Luis Rodríguez Zapatero, sua "convicção de que deve convocar um congresso ordinário" o quanto antes dentro dos prazos previstos no estatuto do partido.

Congelamento de pensões, aumento na idade de aposentadoria, que passou dos 65 para os 67 anos, corte de 5% nos salários do funcionalismo e aumento de impostos são algumas das iniciativas que fizeram afundar a popularidade dos socialistas, agora derrotados nas urnas e que chegaram ao poder, em 2004, num momento de expansão econômica impulsionada pelo que acabaria se transformando numa bolha imobiliária.

 

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