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União Europeia prepara ajuda para Portugal sair da crise

por Sul 21 — publicado 25/03/2011 13h02, última modificação 25/03/2011 13h02
O presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker, projeta uma ajuda de US$ 75 milhões. Por Jorge Seadi

Por Jorge Seadi

Depois de idas e vindas, Portugal dificilmente deixará de buscar ajuda externa para sua crise econômica e agora também política. Os chefes de Estado dos 27 países que integram a União Europeia (UE) aprovaram um pacote de medidas preparado já há alguns meses para terminar com a crise que atinge Portugal e também a Espanha. O novo plano chega um dia depois que o parlamento português negou os ajustes propostos por José Sócrates, obrigando o primeiro-ministro a pedir demissão.

Mesmo que José Sócrates tenha resistido a pedir a ajuda financeira, o presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker, projeta uma ajuda de US$ 75 milhões. Mas o empréstimo para Portugal não foi tratado neste encontro dos chefes de Estado, segundo revelou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. “Não discutimos esta possibilidade. Temos expressado nossa confiança na capacidade de Portugal em superar a atual situação e também a capacidade do país em encontrar o financiamento que precisa nos próximos meses” disse Barroso. Já o presidente da UE, Juncker, disse não acreditar que Portugal “vá pedir ajuda financeira”. No encontro que termina nesta sexta-feira (25) em Bruxelas, ele reiteirou que Portugal é quem vai decidir se pede ajuda financeira ou não.

O demissionário primeiro-ministro português explicou aos líderes europeus a crise política em seu país.Na quarta-feira (23) Sócrates pediu demissão depois que a oposição reprovou no Parlamento um novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC 4). Garantiu que, apesar das dificuldades, os líderes de partidos políticos garantiram apoio para a consolidação fiscal.

Para Junker, o futuro governo português não terá outra escolha. “Pouco importa quem esteja no poder em Lisboa, ele deverá saber que os objetivos orçamentários terão que ser rigorosamente respeitados”, reafirmou o presidente da UE. O plano de austeridade objetiva garantir uma redução no déficit público de Portugal em 4,6% do PIB de 2011, 3% em 2012 e 2% em 2013.

O pacote de medidas aprovado em Bruxelas prevê a criação de um fundo permanente para ajudar países em crise financeira e uma reforma no Tratado da União Europeia que permita a criação deste fundo. Os líderes da União Europeia também se comprometeram em aprovar até junho a reforma do fundo especial que tem validade até 2013, de forma que possa emprestar até US$ 440 milhões compremetidos durante sua criação.

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