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Um golpe que virou levante

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 05/10/2010 10h42, última modificação 11/10/2010 10h46
Tentou-se derrubar Correa, mas sem o auxílio dos suspeitos habituais
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Correa e o pais viveram o drama de um quase golpe associado a Gutiérrez

Tentou-se derrubar Correa, mas sem o auxílio dos suspeitos habituais

Não há como negar que foi uma tentativa de golpe – como reconheceram a Unasul e o secretário-geral da OEA, José Mig uel Insulza –, embora incompetente. Enquanto assediavam o presidente, os revoltosos tentaram apoderar-se da Assembleia Nacional e da televisão estatal e depois quiseram matá-lo, o que não faria sentido caso fosse simples reivindicação trabalhista.

O carro blindado que resgatou Rafael Correa foi alvejado por quatro balas e dois soldados que participaram da operação foram mortos pelos revoltosos. Em gravações da frequência de rádio da polícia, supostos agentes instigaram ao assassinato do presidente: “Que matem Correa para que isto acabe!” Outras mensagens tentaram coordenar os sublevados para enfrentar o Exército. A violência gerou ao menos dez mortos e 274 feridos.

Há fundamento para as acusações do governo ao ex-presidente Lucio Gutiérrez. Enquanto o país estava no caos, os três partidos ligados a Gutiérrez elogiaram a insubordinação e ensaiaram movimentos para tomar o poder.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 617, já nas bancas.

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