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Um dia após tragédia, morte de embaixador americano está cercada de mistério

por AFP — publicado 13/09/2012 10h10, última modificação 06/06/2015 18h29
De acordo com um funcionário americano, Chris Stevens deixou o prédio após o ataque e só foi encontrado posteriormente em um hospital de Benghazi
Ataque

Incêndio no complexo do consulado americano em Benghazi. Foto: ©AFP/Arquivo

WASHINGTON (AFP) - As circunstâncias da morte do embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Chris Stevens, durante o ataque de militantes armados contra o consulado americano em Benghazi permaneciam um mistério nesta quarta-feira 12.

Um funcionário americano disse que o consulado em Benghazi, instalado em um prédio alugado, foi alvo de disparos a partir das 22 horas, no horário local, nesta terça-feira 13 "por parte de extremistas líbios não identificados".

Em 15 minutos, os militantes cercaram o local e "começaram a disparar contra o prédio principal, que foi incendiado. A polícia líbia e o pessoal de segurança da nossa missão (diplomática) reagiram", revelou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

Chris Stevens, um agente de segurança e o funcionário de Inteligência Sean Smith, que estavam no prédio no momento do ataque, se separaram devido a densa fumaça que invadiu o local.

"O agente de segurança conseguiu sair do prédio em chamas, ao qual retornou com ajuda para tentar resgatar Chris e Sean". "O pessoal da segurança tentou tirar os dois do prédio, mas havia uma densa fumaça negra e chamas", revelou o funcionário.

"Saíram, conseguiram ajuda e voltaram ao prédio para tentar salvá-los, foi realmente um esforço heróico", e a equipe encontrou o corpo de Smith, mas não o embaixador, e foram obrigados a abandonar o imóvel em chamas e sob os disparos do inimigo.

Parte do pessoal da segurança se protegeu em um prédio próximo, que mais tarde foi atacado, durante cerca de duas horas, o que provocou a "morte de dois funcionários americanos e ferimentos em outros dois".

Por volta das 02 horas no horário de Benghazi, as forças líbias ajudaram os agentes americanos a retomar o controle da situação no complexo do consulado.

"Em algum momento, e francamente não sabemos quando, acreditamos que o embaixador Stevens saiu do prédio e foi levado a um hospital de Benghazi, em condições que ainda ignoramos".

"Seu corpo foi posteriormente enviado ao pessoal americano no aeroporto de Benghazi", revelou o funcionário, destacando que o FBI abriu uma investigação sobre "o complexo ataque" e as circunstâncias das mortes.

"Não sabemos claramente o que ocorreu entre o momento em que o embaixador se separou do grupo no interior do prédio e quando fomos notificados de que estava em um hospital en Benghazi".

Uma autopsia determinará a causa da morte de Chris Stevens.

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