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Um ano antes da invasão, óleo do Iraque era repartido

por Blog Tijolaço — publicado 20/04/2011 19h31, última modificação 20/04/2011 21h13
O jornal inglês The Independent está publicando uma série de matérias e documentos que provam que ministros do governo inglês já discutiam com as grandes petroleiras como ia ser repartido o petróleo do país. Por Brizola Neto

Por Brizola Neto*

O jornal inglês  The Independent está publicando uma série de matérias e documentos que provam que, um ano antes de ser ordenada a invasão do Iraque, no dia 20 de março de 2003, ministros do governo inglês já discutiam com as grandes petroleiras como ia ser repartido o petróleo do país.

O jornal reproduz um memorando do Ministério dos Negócios Estrangeiros, do dia 13 novembro de 2002, após reunião com a BP:

“O Iraque é a perspectiva das grandes petrolíferas. BP está desesperada para chegar lá e ansiosa que acordos políticos não lhes neguem a oportunidade de competir.  O potencial a longo prazo é enorme".

Em outubro, segundo outros documentos, o governo inglês admite que  pressionou o presidente americano George W. Bush em nome da BP,  porque a gigante do petróleo “estava preocupada por considerar-se bloqueada dos negócios os EUA estavam fazendo com as empresas de energia e de outros governos estrangeiros.

No mesmo mês, outro documento revela que Edward Chaplin. alto dirigente da chancelaria inglesa admite que está determinado “a conseguir uma fatia justa do recurso para empresas do Reino Unido em um Iraque pós-Saddam. ”

O jornal baseia a reportagem em mais de mil documentos governamentais foram obtidos sob o Freedom of Information Act por Greg Muttitt, que escreveu um livro  “Fuel on the Fire”. Os arquivos revelam que eles foram pelo menos cinco reuniões entre os ministros, funcionários e empresas petrolíferas BP e Shell, no final de 2002.

O gráfico publicado pelo The Independent dá ideia da repartição dos campos de petróleo iraquianos, hoje.

Claro que não é por isso que a gente vai pensar que no caso da Líbia há algum outro interesse senão as “razões humanitárias”, não é?

*Texto publicado originalmente no Tijolaço

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