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Internacional

Osama Bin Laden

Um acerto de contas

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 05/05/2011 20h47, última modificação 06/05/2011 14h46
A execução de Bin Laden por um comando dos EUA traz mais incertezas ao Oriente Médio. Expõe duplicidades e abre um precedente para perigosas ações unilaterais

A execução de Bin Laden por um comando dos EUA traz mais incertezas ao Oriente Médio. Expõe duplicidades e abre um precedente para perigosas ações unilaterais

Desde a invasão do Afeganistão no governo de Bush júnior, em outubro de 2001, supunha-se que Osama bin Laden sobrevivia em alguma caverna na áspera fronteira do Paquistão, controlada e defendida por tribos fundamentalistas pashtu. Isso se já não tivesse morrido, conforme informações que circularam pelo menos duas vezes.

Um líder taleban disse que Bin Laden morrera em 15 de dezembro de 2001, após fugir de Kandahar para Tora Bora. Era consistente com a informação, divulgada desde 2000 por “fontes da inteligência”, segundo a qual dependia de diálises diárias. Em 2002, o ditador do Paquistão Pervez Musharraf (no início do ano) e o chefe de contraterrorismo do FBI (em julho) disseram que ele provavelmente estava morto. Depois, por anos, só gravações de voz foram tornadas públicas.

Bin Laden voltou às telas, para ameaçar os EUA e admitir a responsabilidade pelo 11 de Setembro, em 29 de outubro de 2004, no melhor momento para favorecer a vitória de Bush júnior sobre John Kerry. Então, voltou a sumir. Em setembro de 2005, fontes da inteligência francesa disseram que ele teria morrido em 23 de agosto, de febre tifoide. No fim do ano, a CIA dissolveu a equipe criada para rastreá-lo.

Hoje nos contam que Bin Laden mudou-se em 2005 para um casarão fortificado de três andares, construído em um bairro privilegiado da cidade turística de Abbottabad, a 55 quilômetros da capital do Paquistão, a dois quarteirões de uma delegacia e a 800 metros da Academia Militar do Exército, o equivalente paquistanês de Agulhas Negras ou West Point.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 645, já nas bancas.

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