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Direitos Humanos

Último ditador argentino condenado a mais 15 anos de prisão

por AFP — publicado 30/12/2011 10h38, última modificação 06/06/2015 18h56
Bignone foi condenado nesta quinta por violações aos direitos humanos durante o regime militar. Ele já havia sido sentenciado à prisão perpétua
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(Fevereiro de 2011) Os ditadores Reynaldo Bignone (E), e Rafael Videla aguardam o julgamento pelo roubo de bebês ©AFP / Juan Mabromata

BUENOS AIRES (AFP) - O último ditador argentino, Reynaldo Bignone, foi condenado nesta quinta-feira a mais 15 anos de prisão, desta vez por violações aos direitos humanos durante o regime militar (1976-83), cometidas na jurisdição do Primeiro Corpo do Exército", que abrangia a capital argentina e a província de Buenos Aires, confirmou o Centro de Informação Judicial.

A sentença foi emitida pelo Tribunal Federal 2, que investigou 22 casos de privação ilegítima de liberdade no centro de extermínio conhecido como "El Chalet", que funcionava no prédio do Hospital Posadas, localizado a 15 km a oeste da capital.

Bignone (83 anos) já havia sido sentenciado, em abril de 2011 à pena de prisão perpétua e, um ano antes, a 25 anos de prisão, em ambos os casos, também, por esses crimes.

Depois de sete anos de regime militar, o último ditador argentino (1982-83) entregou o poder ao hoje falecido Raúl Alfonsín, o primeiro presidente democrata (1983-89).

 

Também foram condenados, nesta quinta-feira, o brigadeiro da Força Aérea, Hipólito Mariani, a oito anos de prisão, e o ex-responsável pelo hospital, Luis Muiña, a 12 anos.

Durante a ditadura funcionaram na Argentina 600 centros clandestinos de detenção, por onde passaram os opositores detidos no país, que podem chegar a 30.000, segundo ONGs.

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