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Líbia

Ultimato da ONU ao tirano

por Gianni Carta publicado 16/03/2011 16h38, última modificação 13/10/2011 11h15
O Conselho de Segurança autoriza a zona de exclusão aérea e a intervenção militar para evitar o massacre

O Conselho de Segurança autoriza a zona de exclusão aérea e a intervenção militar para evitar o massacre

A intervenção militar na Líbia é questão de horas, segundo fontes americanas e francesas, para evitar o massacre que Muammar Kaddafi se prepara a ordenar em Bengazi, capital do governo rebelde na iminência de cair nas mãos das forças do ditador. Autorização da ONU para tanto existe desde a noite da quinta-feira 17: o Conselho de Segurança não somente decidiu impor uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, mas também, e sobretudo, autorizar “todas as medidas necessárias”, ou seja, a ação militar, para proteger os civis ameaçados.

A resolução foi aprovada por 10 votos e 5 abstenções (Rússia, China, Brasil, Índia e Alemanha) e festejada em Bengazi pelos rebeldes que aguardavam a decisão. Bases militares americanas na Itália estão de prontidão, bem como a VI Frota ao largo da costa líbia. Kaddafi promete vingança.

A primeira manifestação do tirano depois do anúncio da resolução do Conselho de Segurança deu-se pelo canal português RTP: “A resolução é um ato de colonização flagrante, loucura, arrogância. Se o mundo ficar maluco conosco, nós também ficaremos malucos com eles.Vamos responder e fazer sua vida um inferno. Eles nunca mais terão paz”.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 638, já nas bancas.

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