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UE não descarta intervenção militar na Líbia

por Wálter Maierovitch publicado 24/02/2011 17h49, última modificação 28/02/2011 16h04
Está marcada para amanhã uma grande manifestação popular em Trípoli. Enquanto isso, Kadafi contrata mais mercenários. Por Wálter Maierovitch
UE não descarta intervenção militar na Líbia

Afeganistão e o Iraque mostraram que uma invasão bem-sucedida é apenas o começo de uma longa dor de cabeça. Foto: AFP

--1. Está programada para amanhã uma grande manifestação popular contra Kadafi em Trípoli. Quando os telefones celulares funcionam, mensagens de convocação aparecem na tela dos aparelhos. Fora isso, a chamada para a manifestação corre de boca a boca.

Para tentar impedi-la e em face do avanço dos rebeldes do leste em direção à capital, o ditador Kadafi, do seu bunker no subúrbio de Bab al-Aziziya, mandou contratar mais mercenários. Essa informação está sendo veiculada pela mídia italiana que, desde ontem, investiga sobre a presença de mercenários italianos a atuar em Tripoli. O deputado Pier Fasino cobrou apuração da tribuna do Parlamento.

--2. A União Européia não desmente quando perguntada sobre o vazamento de que está a estudar a possibilidade de uma intervenção militar humanitária na Líbia. O Tratado de Nice, de 2000, permite esse tipo de ação, por uma unidade militar chamada “battle groups”. Esse grupo já atuou na Bósnia, Macedônia e Congo.

--3. PANO RÁPIDO. O ditador Kadafi promove um banho de sangue e, depois de o seu bunker subterrâneo ter permanecido sem eletricidade por horas, mandou aviões para bombardear a cidade de Zawaia, distante 40 km e em mãos dos opositores ao regime.

Até agora, os organismos inernacionais ainda não acharam uma fórmula para parar Kadafi e evitar mais chacinas e genocídios.

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