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Turquia mata 100 em semana de bombardeio no Iraque

por Redação Carta Capital — publicado 24/08/2011 08h00, última modificação 24/08/2011 11h33
Os ataques, iniciados no último dia 17, motivados por ataques do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) à soldados turcos foram os maiores do último ano

O exército turco anunciou ter matado cerca de 100 rebeldes curdos em uma semana de ataques aéreos e de artilharia sobre bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), no norte do Iraque.

Os ataques, iniciados no último dia 17, foram os maiores do último ano. Um comunicado divulgado no site do Exército estimativa que o número de mortos era de 90 a 100 rebeldes e mais de 80 feridos. Eles justificam a ação após ofensiva violenta do PKK contra seus soldados, na quarta-feira passada, em que nove soldados foram mortos e 14 feridos. A maioria dos 132 alvos que teriam sido atingidos foi descrita pelo exército como "abrigos", mas incluiu bases antiaéreas e um depósito de armas.

Desde 1984 o PKK lançou uma revolta armada contra a Turquia e desde então o saldo de mortos chega a 40 mil. O grupo é denominado como uma organização terrorista pela Turquia, pela União Europeia e pelos Estados Unidos. As esperanças sobre negociações que haviam aumentado antes da recente eleição geral na Turquia parecem ter sido frustradas pelo agravamento dos combates.

De acordo com reportagem da BBC, Kardo Mohammed, membro do parlamento iraquiano curdo, disse que o bombardeio constituía uma violação das convenções internacionais e acordos entre os dois países e afirmou que o bombardeio foi direcionado aos civis, deixando sete mortos, incluindo crianças, disse à Reuters.

"Nós não acreditamos que os aviões não consigam diferenciar entre civis e militares, ou uma criança e um lutador carregando um rifle", afirmou o membro do parlamento.

Nesta segunda-feira 22, o porta-voz do PKK, Ahmed Denis, disse que se a Turquia continuar os ataques, o PKK poderia  "iniciar uma guerra com a Turquia".

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