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Revoltas árabes

Turquia e Líbano recebem centenas de refugiados da Síria

por Opera Mundi — publicado 11/05/2011 11h01, última modificação 11/05/2011 11h02
A violenta repressão das forças pró-governo contra os manifestantes que protestam contra o regime na Síria está levando muitos cidadãos a deixar o país. Por Thais Romanelli

Thais Romanelli, do Opera Mundi

A violenta repressão das forças pró-governo contra os manifestantes que protestam contra o regime na Síria está levando muitos cidadãos a deixar o país. Nesta terça-feira (10/05), mais sírios se dirigiram para a Turquia e para o Líbano em busca de segurança.

O deslocamento teve início no dia 28 de abril, quando a repressão da policia síria deixou pelo menos 42 pessoas mortas em uma semana, segundo informações de testemunhas e organizações de direitos humanos.

Com isso, de acordo com Mahmud Jazaal, ex-prefeito da cidade libanesa de Mkaybleh, apenas no dia 28 de abril cerca de 700 pessoas atravessaram a fronteira pra refugiar-se com seus parentes no país. Agora, de acordo com moradores da cidade, citados pelo jornal The New York Times, o número já passa de mil pessoas.

O mesmo acontece na Turquia, que até agora recebeu 250 refugiados sírios, segundo a agência de notícias local Anadolu. Há duas semanas, os primeiros refugiados chegaram em Yayladag, situada na província turca de Hatay, que faz fronteira com a Síria. Desde então, o governo libanês improvisou um acampamento de refugiados na cidade para receber os sírios e garantiu que se responsabilizará por todos os gastos e necessidades dos refugiados.

Entretanto, o primeio-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, pressionou o presidente sírio, Bachar al Assad, para intensificar as reformas polítias em seu país, acabar com a violência e tomar medidas para auxiliar a Turquia em uma possível onda de refugiados sírios na Turquia.

O governo libanês também se mostrou preocupado com o fluxo migratório que os protestos na Síria podem causar no país e fez um apelo para que al Asad acabe com a violência no país.

Entre os deslocados, tanto para o Líbano quanto para a Turquia, a maioria são mulheres, crianças e idosos que fizeram as travessias a pé, chegarando ao Líbano por uma ponte situada na fronteira com Wadi Jaled e na Turquia por Hatay. Dos lados turcos das fronteiras, outras centenas de sírios aguardam uma oportunidade para se colocarem a salvo em outro país.

O presidente sírio é acusado de torturar manifestantes, prender jornalistas, utilizar tanques e munição contra os manifestantes. Estima-se que desde que os protestos contra o governo começaram, entre 350 e 400 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança da Síria, segundo a agência de notícias Efe.

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