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Tropas francesas avançam e africanos pedem mais apoio para missão no Mali

por Deutsche Welle publicado 21/01/2013 09h36, última modificação 21/01/2013 11h38
Cedeao pede apoio de países ocidentais e da ONU ao Mali, enquanto Berlim anuncia ajuda humanitária a refugiados e envio de profissionais para treinamento de tropas africanas

As tropas francesas no Mali avançaram mais em direção ao norte do país. Unidades assumiram no domingo 20 o controle das cidades Niono, no oeste, e Sevare, no leste, segundo um porta-voz da "Operação Serval". Paris pediu a Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao) que assuma rapidamente a liderança da campanha contra os islamitas, ao mesmo tempo em que os líderes da Cedeao, reunidos em cúpula especial, pediram apoio logístico e financeiro.

 

 

Além de tropas em Niono e Sevare, a França também estacionou unidades em uma ponte sobre o Níger, em Markala. Sevare fica no lado oriental do Níger, no caminho para Konna, onde aconteceram pesados combates na última semana. Niono fica localizada várias centenas de quilômetros a oeste, no caminho para a Diabali, de onde os islâmicos se retiraram no sábado 19. Várias fontes relataram uma retirada dos extremistas de outras partes da região central, em direção a Kidal, no norte.

Paris quer passar comando a africanos. Cerca de 2 mil soldados franceses estão no Mali participando da Operação Serval, iniciada em 10 de janeiro, incluindo um número indeterminado de unidades de elite. Além disso, a França trouxe uma dúzia de aviões de combate e helicópteros franceses para participarem da missão. Mais helicópteros chegaram em Bamako neste fim de semana.

Apesar do apoio maciço francês ao combate aos islamitas fundamentalistas, Paris deixou claro no sábado 19 que quer rapidamente fazer a passagem da liderança da missão para os africanos. O ministro do Exterior, Laurent Fabius, disse na cúpula em Abidjan que a meta é que a tropa da Cedeao entre em operação "assim que possível". Ao mesmo tempo, o presidente francês, François Hollande, reiterou que seu país vai permanecer o tempo necessário no Mali a fim de "derrotar o terrorismo".

Por outro lado, o atual presidente da Cedeao, o presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, pediu, na abertura da cúpula, "maior envolvimento das grandes potências". Na declaração final, a comunidade pediu para que seus membros ponham seus contingentes à disposição "sem demora". Ele também apelou às Nações Unidas para que forneça de imediato apoio logístico e financeiro para a força-tarefa.

A missão internacional tem como meta ajudar o exército maliano a retomar o norte do país, controlado desde abril por islamistas. Os primeiros 2 mil soldados da força-tarefa devem chegar à capital, Bamako, até 26 de janeiro. No domingo, no entanto, havia apenas uma centena de soldados na região. A longo prazo, a missão deverá incluir 5.800 soldados.

Alemanha promete ajuda financeira
A Alemanha vai propor ajuda financeira suplementar aos países africanos envolvidos na operação militar no Mali durante a reunião de doadores prevista para 29 de janeiro, em Addis Abeba, na Etiópia. "As tropas africanas precisam de apoio financeiro. Na conferência de doadores de Addis Abeba no final do mês, a Alemanha vai assumir as suas responsabilidades", afirmou o ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, num artigo publicado no jornal Bil am Sonntag.

A Alemanha, que tem manifestado apoio à França na sua intervenção no Mali, enviou na quinta-feira à noite dois aviões de transporte Transall para apoio logístico à Cedeao. Além dos aviões, Berlim anunciou ainda ajuda humanitária de um milhão de euros destinada aos refugiados nos países vizinhos do Mali, assim como o envio de profissionais para treinamento das tropas africanas.

Também é esperado apoio logístico da Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grã-Bretanha, Canadá e EUA. No domingo, a Rússia anunciou que também irá fornecer aeronaves.

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